Ramos Horta assegura que não teme por sua segurança em seu retorno a Díli

Sydney (Austrália), 13 abr (EFE).- O presidente do Timor- Leste, José Ramos Horta, assegurou hoje que não teme por sua segurança quando retornar na quinta-feira ao país, mais de dois meses depois do atentado frustrado que quase lhe custou a vida.

EFE |

Ramos Horta assinalou em discurso emitido desde a cidade australiana de Darwin que já está quase plenamente recuperado de seus ferimentos e retomará seus trabalhos de chefe de Estado assim que colcoar os pés no Timor-Leste.

"Deus e o povo timorense estão do meu lado", alegou para explicar a sorte que teve quando um fragmento de bala passou a apenas dois milímetros de sua coluna vertebral mas não a danificou.

O Nobel da Paz deixou no último dia 19 de março o hospital no qual estva internado desde o atentado que sofreu em 11 de fevereiro.

Ramos Horta levou três tiros, dois nas costas e um no estômago, e foi operado de urgência em Díli antes de ser levado a Darwin, onde foi submetido a mais operações e saiu depois de três semanas da unidade de terapia intensiva.

O presidente do Timor-Leste foi atacado em frente a sua casa por soldados renegados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio, enquanto o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, saiu ileso no mesmo dia de outro ataque contra seu veículo.

A crise também levou ao desdobramento das forças estrangeiras de paz lideradas pela Austrália e Nações Unidas e obrigou a renúncia do então chefe do Executivo, Mari Alkatiri.

Timor-Leste, que conseguiu a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, está imerso desde então em uma instabilidade política que não conseguiu superar após as eleições presidenciais e legislativas realizadas no ano passado. EFE mg/ma

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