Ramos Horta adia resposta a convite para assumir cargo na ONU

Sydney (Austrália) - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, adiou para a sexta-feira a resposta ao convite do secretário-geral Ban Ki-moon para que assuma o cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

EFE |

"Não posso dizer nada ainda. Vou esperar 24 horas para responder se sou candidato ou não", disse Ramos Horta em uma breve entrevista coletiva em Díli.

"Muita gente me apóia e estou interessado no trabalho. Falei com muitas pessoas e lhes prometo que anunciarei minha decisão amanhã", acrescentou.

O presidente timorense pediu que a imprensa comparecesse amanhã, às 15h (3h de Brasília), ao mesmo local da coletiva de hoje para saber qual será sua resposta.

Ramos Horta, de 58 anos e Nobel da Paz, foi encorajado pelos Governos de Brasil, Austrália e Portugal a aceitar o posto em substituição à canadense Louise Arbour.

Ramos Horta ocupa a Presidência do Timor-Leste desde as eleições de 2007, nas quais conquistou em segundo turno um mandato de cinco anos.

No dia 11 de fevereiro, ele ficou gravemente ferido em um atentado perpetrado pelo comandante rebelde Alfredo Reinado, que morreu na tentativa de assassiná-lo.

O governante foi trasladado em coma assistido à Austrália com três balas em seu corpo, e passou dois meses em uma clínica de Darwin antes de retornar a seu país, no dia 17 de abril.

O Timor-Leste conquistou a independência em 20 de maio de 2002, como uma das nações mais pobres do mundo, após 24 anos de ocupação indonésia e uma violenta transição que deixou a nação em ruínas, em 1999.

A ONU se encarregou de reconstruir o território e prepará-lo para a independência.

Leia mais sobre: Ramos Horta

    Leia tudo sobre: ramos-horta

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG