Ramonet acredita que Fórum Social se renderia a Obama

Belém, 28 jan (EFE).- O jornalista espanhol Ignacio Ramonet, um dos fundadores do Fórum Social Mundial, afirmou hoje que se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desse uma volta no encontro, seria aclamado pelos ativistas.

EFE |

Pela primeira vez em oito anos, não houve cartazes contra os Estados Unidos e nenhuma bandeira americana foi queimada no evento que reúne entidades de esquerda.

Além disso, ninguém citou o nome de Obama, o que já mostra um grande contraste com Bush, frequentemente chamado de "assassino" em cada edição do Fórum.

Além disso, a passeata de abertura do evento passou em frente a uma loja do Mc Donald's sem que tenha havido nenhuma manifestação contra ela.

Apesar de alguns britânicos e americanos vinculados ao fórum compararem Obama ao seu antecessor, George W. Bush, pelo contrário, Ramonet disse que ele "representa uma esperança" e transmite "novos valores" à política dos EUA, "o que pode levar a que a ética, a política e a moral finalmente se reconciliem" em Washington.

Segundo Ramonet, o presidente americano "em certa medida também se apoiou em um movimento participativo da sociedade e tem um discurso centrado em valores".

Ele ponderou, no entanto, que será "difícil" para Obama alcançar um consenso para acabar com o conflito no Oriente Médio, que foi motivo de um dos maiores protestos do fórum nos últimos oito anos.

"Por mais qualidades que tenha, é presidente de um país que exerce uma hegemonia de fato sobre o mundo", opinou.

"Obama prometeu sair da Guerra do Iraque de maneira responsável e dar mais importância ao Afeganistão, por ali se encontrar, segundo ele, o miolo do terrorismo, mas são frentes muito complicadas, sobretudo porque a questão é o conflito entre Israel e Palestina", disse Ramonet. EFE ed/jp

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