Ralph Lauren fecha com elegância semana de moda de N.York

Elena Moreno. Nova York, 20 fev (EFE).- A semana de moda de Nova York terminou hoje com a visão de um clássico da moda americana, Ralph Lauren, que apresentou uma coleção elegante e luxuosa após oito dias de desfiles nos quais o preto competiu com tons metalizados.

EFE |

As propostas de Lauren para o outono-inverno começaram pelo preto, em tecidos como seda e lã de dupla face, mesclados com fios dourados e prateados, assim com bordados de contas e brilhantes, para passar aos tons beges, misturados com rosa e violeta.

"Ralph Lauren nunca frustra em seus desfiles", disse hoje à Agência Efe a estilista e diretora de Moda da edição nos Estados Unidos da revista "Marie Claire", Nina García.

Ela destacou o fato de o estilista ter encerrado a semana de moda nova-iorquina.

Para García, a coleção de Lauren, além de elegante e refinada, é formada por "peças que não só têm um valor de temporada, mas podem ficar no armário por muitos anos".

"São peças únicas. Sua coleção para a noite é muito refinada", elogiou.

Nessas peças, o estilista misturou, em algumas ocasiões, as jaquetas em tweed, que, de dia, podem ser combinadas com jeans ou minicapas abotoadas na cintura, com vestidos de lamê ou bordados antigos em veludo jodhpur e outros tecidos.

Dessa maneira, Lauren apresentou algumas combinações inesperadas, como os vestidos de festa curtos com lantejoulas usados com cardigã para o dia.

"Combina a roupa de uma maneira muito autêntica e original. Aqui mostrou combinações muito ecléticas", acrescentou García.

Com as propostas de Ralph Lauren, encerram-se oito dias nos quais mais de 60 estilistas apresentaram, dentro e fora das instalações oficiais de Bryant Park, sua visão do próximo inverno, quando, de acordo com os especialistas, o mundo ainda continuará sofrendo o impacto da crise econômica global.

Boa parte dos estilistas apostou nos tecidos metalizados e nas criações cheias de glamour, nos saltos altos - que fizeram mais de uma modelo tropeçar -, nas calças cigarette e nas leggings ou roupas de ginástica combinadas com túnicas, saias e vestidos, assim como com luvas longas acima do cotovelo e minibolsas.

"Achei que, nesta semana de moda, havia dois lados: muitos recorreram a algo muito seguro e clássico, e outros nos deram coisas muito criativas e muitas cores", disse García.

Ela se referia a cores chamadas de seguras, como cinza, bege e marrom, e as arriscadas, como amarelo e fúcsia, utilizadas, entre outras, por estilistas como Narciso Rodríguez, Carlos Miele ou Marc Jacobs.

Durante esta semana, também houve alguns que abusaram da criatividade, enquanto outros optaram por formas mais clássicas, com um tom luxuoso, fundamentalmente nos vestidos de noite, os mais vistos na passarela.

Entre eles, Marc Jacobs, que, para García, "sempre tem um ponto de vista muito original", ou Vera Wang, que "manipula o luxo de forma diferente, mais criativa, ao do resto de estilistas".

A grife Max Azria, dirigida pelo casal Max e Lubov Azria, foi a única a apresentar uma coleção para cada uma das três marcas, que leva seu nome mais BCBG e Hervé Léger.

Entre os latino-americanos não faltaram as diferentes e variadas coleções de Carolina Herrera, Sergio Dávila ou Brian Reyes, dentro de Bryant Park, e fora as de estilistas como Ángel Sánchez, Alvin Valley, Christian Cota, Óscar de la Renta ou David Delfín.

A moda masculina também teve um lugar de destaque, sobretudo, pelas mãos de dois estilistas italianos: Italo Zucchelli, que, pela primeira vez em dez anos, voltava a Manhattan para apresentar sua coleção para Calvin Klein, e Alessandro Sartori, representando a grife Z Zegna, de Hermenegildo Zegna.

Zucchelli disse à Efe que trouxe "uma coleção forte e dura, muito masculina, com a qual o homem pode se identificar", algo que se traduziu em roupas elegantes, em sua maioria monocromáticas e definidas por silhuetas de linhas angulares.

Por sua parte, Sartori, que se inspirou no cinema noir, apostou em surpreender o público com uma coleção "mais elegante e que caminha para um estilo muito gráfico", reconheceu à Efe o diretor criativo da Z Zegna.

"Há muitos contrastes entre o brilho e o fosco, materiais diferentes e diferentes proporções", disse Sartori, de cujos desenhos os que mais chamaram a atenção foram as "roupas de judô", com a jaqueta por dentro da calça, "que buscam alcançar uma nova silhueta poderosa, musculosa e energética". EFE emm/db

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