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Rafsanjani denuncia conspiração para dividir povo iraniano

Teerã, 28 jun (EFE).- O ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani afirmou hoje que os distúrbios iniciados após as eleições presidenciais fazem parte de uma complexa conspiração instigada por mercenários que buscam a divisão do povo.

EFE |

Em declarações à agência de notícias local "Mehr", o ex-presidente pediu que a população do Irã se mantenha "unida, acordada e alerta, pois só assim é capaz de acabar com este tipo de conspiração".

Rafsanjani deu estas declarações num ato em memória dos 70 membros do Partido da República Islâmica mortos em 28 de junho de 1981 em um atentado atribuído ao grupo armado opositor Mujahedin-e Khalq (Combatentes do Povo).

O ex-presidente do Irã deixou a sala poucos minutos antes de a bomba explodir.

Ele também elogiou a "coragem" do líder supremo da Revolução, aiatolá Ali Khamenei, ao estender o prazo para que os candidatos derrotados nas polêmicas eleições de 12 de junho apresentem suas alegações.

"Este valente ato do líder supremo buscava recuperar a confiança do povo nas eleições e foi muito eficaz", afirmou Rafsanjani - considerado por muitos como principal apoio ao reformista Mir Hussein Moussavi, grande derrotado no pleito.

Os três candidatos derrotados apresentaram mais de 500 queixas ao Conselho de Guardiães - órgão que deve validar os resultados - por supostas irregularidades em favor do presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

Desde a reeleição do atual governante, o país esteve imerso em uma onda de repressão policial com saldo de mais de 20 mortes e acima de mil pessoas detidas. EFE.

jm/dp

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