Rafale, o primeiro avião de combate polivalente da França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira, que o governo brasileiro decidiu entrar em negociação com a empresa francesa Dessault, para aquisição de 36 aviões de combate Rafale. Este modelo foi concebido nos anos 80 para ser o primeiro avião de combate francês polivalente e substituir, no longo prazo, sete aparelhos diferentes, entre os quais o Mirage 2000 e o Super Etendard.

Redação com AFP |

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O caça Dassault Rafale
Caça Dassault Rafale durante voo de exibição em Emmen, Suíça 

Lançados em 1978, os pré-projetos desembocaram no primeiro voo de um protótipo em 1991. O primeiro avião destinado à força aérea saiu das fábricas em dezembro de 1998. Desde então, nenhum país estrangeiro adquiriu este aparelho.

A França prevê a aquisição de 294 Rafale, sendo 60 para a marinha. No total, 120 aparelhos foram encomendados, e quase 80 já foram entregues.

A Marinha francesa é equipada com Rafale desde junho de 2004, e a primeira unidade operacional da força aérea foi constituída em 27 de junho de 2006.

O preço de cada aparelho é avaliado em cerca de 50 milhões de euros. O custo orçamentário de cada avião (desenvolvimento, industrialização, produção em série e auxílio pós-venda) para o Estado francês chega a 96 milhões de euros.

Capaz de voar a Mach 1.8, o Rafale é fabricado pela Dassault, pelo gigante do setor eletrônico Thales e pelo fabricante de motores aeronáuticos e espaciais Snecma. Mais de 1.500 empresas francesas estão envolvidas no programa.

Este caça-bombardeiro com asas delta é um bireator polivalente que tem expectativa de vida superior a 30 anos. Concebido para a intercepção, os ataques ar-terra e ar-mar, o reconhecimento ou o bombardeio nuclear, ele deve, no longo prazo, substituir toda a frota da força aérea e da aeronáutica naval.

O Rafale, de um ou dois lugares, tem uma envergadura de 10,8 metros, um comprimento de 15,3 metros e um peso de dez toneladas quando vazio. Ele pode decolar de uma pista de 400 metros e possui um raio de ação em alta altitude de 1.850 km.

Construído com materiais compostos, o aparelho é considerado "discreto" com um "sinal radar" fraco.

Vários Rafale de última geração são utilizados para missões no Afeganistão, onde largam bombas americanas guiadas a laser de 250 kg para apoiar as tropas da Otan.

Entretanto, cinco anos depois de terem sido declarados operacionais, dez Rafale da primeira geração foram retirados da circulação, na espera de uma eventual modernização.

O Rafale pode conhecer novas evoluções, sobretudo se for adquirido pelos Emirados Árabes Unidos, que querem que a Snecma desenvolva motores mais potentes.

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