Rafael Correa inicia segundo mandato e reitera críticas à Colômbia

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, deu início nesta segunda-feira a seu segundo mandato consecutivo, que irá até 2013, ao fazer o juramento à Constituição na sede da Assembleia Nacional (Congresso), em Quito, diante de dezenas de autoridades locais e internacionais.

Agência Ansa |


AP
Correa toma posse em Quito
Correa toma posse em Quito
Em seu discurso de posse, o mandatário, reeleito em abril ainda no primeiro turno com 52% dos votos, disse que seu segundo governo será dedicado a aprofundar o processo de "revolução cidadã".

Correa foi o primeiro presidente a ser reeleito nos últimos 30 anos, desde a redemocratização do Equador, e lembrou que na última década o país teve sete mandatários. "O que fizemos é impossível", afirmou ele, referindo-se à vitória no pleito de abril.

Dirigindo-se à população do país, o chefe de Estado ponderou que, diante do mundo, o Equador parecia ser uma nação "ingovernável". Mas, "graças ao compromisso de vocês com a pátria, com essa luta, pôde-se conseguir a igualdade de oportunidades, e seguiremos impulsionando o bem-estar", declarou.

Em outro trecho do discurso, ele reiterou suas críticas à Colômbia, país com que mantém relações diplomáticas rompidas desde março do ano passado.

Correa questionou o novo acordo militar que Bogotá negocia com os Estados Unidos para ceder sete bases em seu território e voltou a condenar o bombardeio promovido pelas Forças Armadas da Colômbia contra um acampamento de guerrilheiros no Equador.

Foi este episódio, ocorrido no dia 1º de março de 2008, que levou Quito a romper as relações diplomáticas bilaterais. Hoje, o presidente afirmou que "os narcotraficantes e paramilitares não estão no Equador, mas na Colômbia".

Nesta segunda-feira, além de tomar posse de seu segundo mandato, Correa também assumiu a liderança rotatória da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), transmitida pelo Chile, e lidera ainda as comemorações do bicentenário da independência do Equador.

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