Entenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/17/sequestrador_de_betancourt_diz_sentir_remorso_em_carta_a_sarkozy_1276239.htmlSeqüestrador de Betancourt diz ter remorso a Sarkozy http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/01/entenda_a_crise_dos_refens_das_farc_na_colombia_1252014.htmlEntenda a crise dos reféns das Farc na Colômbia " / Entenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/17/sequestrador_de_betancourt_diz_sentir_remorso_em_carta_a_sarkozy_1276239.htmlSeqüestrador de Betancourt diz ter remorso a Sarkozy http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/01/entenda_a_crise_dos_refens_das_farc_na_colombia_1252014.htmlEntenda a crise dos reféns das Farc na Colômbia " /

Rafael Correa adverte Farc e não muda de tom em relação a Uribe

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, disse, nesta quinta-feira, que se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pisarem em território equatoriano, será uma ação de guerra, e não mudou de tom em relação ao governo colombiano, acusando-o de belicista e mentiroso. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/03/13/entenda_a_crise_diplomatica_entre_equador_e_colombia_1227715.htmlEntenda a crise diplomática entre Equador e Colômbia http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/04/17/sequestrador_de_betancourt_diz_sentir_remorso_em_carta_a_sarkozy_1276239.htmlSeqüestrador de Betancourt diz ter remorso a Sarkozy http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/01/entenda_a_crise_dos_refens_das_farc_na_colombia_1252014.htmlEntenda a crise dos reféns das Farc na Colômbia

EFE |

Na véspera de uma nova visita ao Equador do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para ajudar a reduzir a tensão entre este país e a Colômbia, Correa se reuniu com a imprensa estrangeira em Quito.

O presidente equatoriano anunciou que pedirá que Insulza freie a "agressão" e as campanhas de desprestígio contra ele e contra seu país - as quais atribuiu à Colômbia -, e informou que em maio fará uma viagem pela Europa, possivelmente, segundo disse à Agência Efe, para Espanha, França e Bélgica, para explicar sua posição.

"Digo às Farc: já basta, não coloquem um único pé em território equatoriano. Não vamos permitir que nenhuma força regular ou irregular estrangeira ultraje solo equatoriano. Se encontrarmos patrulhas, acampamentos das Farc em solo equatoriano, será considerada uma ação de guerra", advertiu.

Crise diplomática

As relações diplomáticas entre Equador e Colômbia estão interrompidas desde que um acampamento das Farc no Equador foi atacado em 1º de março por forças colombianas, o que resultou na morte do porta-voz internacional da guerrilha, "Raúl Reyes", e de outras 25 pessoas.

Correa reiterou na entrevista coletiva um pedido às Farc para que libertem "incondicionalmente" todos os seqüestrados e manifestou a disposição do Equador de colaborar nas tarefas humanitárias para que os reféns recuperem a liberdade.

O dirigente do Equador voltou a qualificar de "mentira" a acusação da presidência da Colômbia de que desautorizou ações contra a guerrilha e se mostrou disposto a tornar públicas suas conversas reservadas com comandantes militares para comprovar isso.

Governo 'mentiroso'

O governo da Colômbia não ficou apenas como "mentiroso", mas também como "ridículo", pois não provou essas acusações, segundo Correa, assegurando que não conhecia "Raúl Reyes" e nem nenhum outro membro das Farc.

O presidente equatoriano se referia a um vídeo divulgado na Colômbia na última terça-feira, no qual "Raúl Reyes" lhe parabenizava pelo triunfo de seu partido nas eleições para a Assembléia Constituinte de 30 de setembro do ano passado.

Correa atribuiu a divulgação do vídeo a uma campanha de desprestígio por parte da Colômbia e afirmou que, embora possa, não apresentará um vídeo do presidente Álvaro Uribe, ainda candidato, reunido com paramilitares, pois considera que não é a forma certa de agir.

O presidente equatoriano lembrou que manteve conversas com seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, sobre os processos de libertação de reféns, mas descartou que tivesse sido informado nestas ocasiões de que "Raúl Reyes" estava no Equador.

Ele ressaltou que sequer falou com Chávez sobre o líder das Farc, e disse que só foi informado de seu cargo no grupo em 1º de março.

Correa insistiu em que não responderá a mais comunicados da Colômbia, mas continuará expressando sua verdade, pois assegurou conhecer o modo de agir de Uribe, afirmando que "quanto mais próximo e mais calmo parece, é quando se deve ter mais cuidado".

"Estes senhores (em referência ao governo da Colômbia) agridem, comprometem-se a algo com a OEA, com o Grupo do Rio, e depois ratificam que foi legítima a ação de guerra, que não se arrependem do ataque", disse Correa fazendo referência à ação militar de 1º de março.

Sobre o restabelecimento das relações com a Colômbia e possíveis efeitos econômicos da crise, Correa esclareceu que os laços comerciais estão mantidos e disse que os equatorianos têm "alma, não um grande bolso", e que em primeiro lugar está "a dignidade".

O dirigente equatoriano insistiu na importância de se criar a Organização de Estados Latino-americanos (OAL) na busca de uma política de defesa em nível regional, que inclua Cuba.

Correa voltou a se lamentar pelos erros de inteligência das forças equatorianas e anunciou uma reestruturação destes serviços para que sirvam ao país e evitem infiltrações estrangeiras, em uma aparente referência aos Estados Unidos.

Leia mais sobre: Farc - Equador - Colômbia

    Leia tudo sobre: colômbiaequadorfarc

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG