Radovan Karadzic não se declara culpado ou inocente no TPI

O ex-chefe político dos servios-bósnios Radovan Karadzic negou-se a fazer a declaração de culpado ou inocente das acusações de crimes contra humanidade, ao comparecer nesta sexta-feira ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia.

Redação com agências internacionais |

"Conforme o que disse antes, eu me nego a me pronunciar", declarou Karadzic quando o juiz britânico Iain Bonomy listou-lhe as 11 acusações que pesam contra ele por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocício por seu papel na guerra da Bósnia, que causou 100.000 mortos e 2,2 milhões de deslocados.

Reuters
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Radovan Karadzic durante apresentação ao TPI
O juiz indicou na ocasião que esta atitude equivale, segundo os estatutos, a uma declaração de não culpabilidade.


Na audiência de 31 de julho, o acusado solicitou fazer uso de um prazo legal de reflexão de 30 dias para se pronunciar.

Quem é Radovan Karadzic?

Karadzic foi indiciado por planejar o massacre de cerca de oito mil muçulmanos bósnios em Srebrenica e pelos 43 meses de cerco a Sarajevo, onde mais de 11 mil pessoas morreram em virtude dos bombardeios, disparos de franco-atiradores, desnutrição e falta de atendimento médico.

Pouco se sabe sobre o que o ex-líder fez nos anos que ficou foragido. Relatos nunca confirmados dão conta de que se disfarçou de padre ortodoxo e morou em monastérios, levando uma vida secreta sob a proteção de nacionalistas radicais presentes no Exército e na polícia.

Nos últimos anos, passou a viver na capital sérvia usando um nome falso, fingindo ser um praticante de medicina alternativa e usando barba longa, cabelo comprido e óculos grossos para esconder o rosto. Muitos nacionalistas consideram-no um herói vitimado pela propaganda anti-Sérvia.

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