Radovan Karadzic diz que defenderá a si mesmo para garantir julgamento justo

Haia, 17 set (EFE).- O ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic afirmou hoje no Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) que não poderá se beneficiar de um julgamento justo caso não se defenda de si mesmo, pois ninguém conhece os fatos melhor que ele.

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Na primeira audiência preliminar, Karadzic declarou que seu objetivo é "esclarecer a verdade" e destacou: "não permitirei que um julgamento que tem que ser justo somente pareça isto".

O suposto criminoso de guerra afirmou: "estou defendendo as pessoas que sofrem, a minha própria nação e não posso deixar minha defesa para ninguém mais".

O juiz Ian Bonomy tentou persuadir o acusado de que seria melhor ter um representante legal, mas Karadzic rejeitou esta proposta.

"A decisão é sua, mas, considerando que o senhor considera que representa pessoas e nações, acho que isto mereceria a melhor defesa possível", declarou o magistrado britânico.

O ex-líder servo-bósnio enfrenta, entre outras, acusações de genocídio, de crimes de guerra e de lesa-humanidade, por crime cometidos durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

Entre os crimes pelos quais é acusado estão a morte de quase 8 mil muçulmanos, incluídas crianças, no enclave de Srebrenica em 1995 e o cerco a Sarajevo, no qual milhares de pessoas perderam a vida.

Por enquanto, se desconhece a data na qual começará o julgamento, que ainda poderia ser atrasado por alguns meses, embora o tribunal queira evitar um processo de vários anos como o do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic, incompleto por causa da morte do réu em 2006. EFE mr/fal

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