Radicais somalis ameaçam países que tentarem ajudar Governo

Johanesburgo, 21 jun (EFE).- Os grupos radicais islâmicos somalis advertiram que lutarão contra as tropas de qualquer país que ajudar o Governo de Mogadíscio, onde neste sábado o Parlamento pediu às nações vizinhas que enviem imediatamente soldados para salvar o Executivo do presidente Sharif Sheikh Ahmed.

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Sheikh Hassan Dahir Aweys, líder do grupo Hezb al-Islam, aliado do Al-Shabab contra o Governo, afirmou hoje que a milícia lutará contra "as tropas estrangeiras que pediram e também contra as que já estão no país", em referência à Missão da União Africana na Somália (Amisom), segundo a emissora local "Radio Shabelle".

Neste sábado, o presidente do Parlamento, Sheikh Aden Mohammed Noor, pediu a Etiópia, Quênia, Iêmen e Djibuti que enviassem tropas imediatamente, ou os países seriam "os próximos se os terroristas tomarem o poder aqui".

Pouco depois, o Governo aprovou o "estado de emergência" em reunião no escritório do primeiro-ministro e pediu também "ao mundo e aos países vizinhos" que ajudem "rápido e salvem o Governo", conforme disse o ministro da Informação, Farhan Ali Mohamud.

A "Radio Shabelle" informou que a Etiópia, que manteve tropas na Somália de 2006 a 2008 para apoiar o Governo de transição anterior, não mandará soldados "sem um mandato internacional".

No entanto, a emissora também informou hoje que tropas etíopes iniciaram movimentos na região fronteiriça da Etiópia com o centro da Somália e que algumas unidades tomaram posições em território somali perto da cidade de Beledweyn.

Desde 8 de maio, quando começou a ofensiva dos radicais islâmicos contra o Governo, em torno de 450 pessoas morreram em decorrência da violência na Somália, segundo diversas fontes, e pelo menos 117 mil fugiram de suas casas em Mogadíscio, segundo a ONU. EFE cho/db

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