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Radicais proíbem BBC em parte da Somália

Mogadíscio, 9 abr (EFE).- A milícia radical islâmica Al-Shabab, vinculada à Al Qaeda, proibiu hoje a emissora britânica BBC e a americana Voz da América nos territórios da Somália que controla.

EFE |

O Al-Shabab acusa as duas emissoras de promover "planos coloniais" e fazer propaganda contra a jihad (guerra santa islâmica), além de utilizar uma terminologia ofensiva para falar dos que chama de "mujahedin" - seus combatentes e os terroristas da Al Qaeda.

"Desde hoje, todas as estações locais da 'BBC' e da 'Voz da América' estão fechadas e seus equipamentos estão confiscados para evitar suas diabólicas informação e propaganda", começa o texto do grupo, que pretende impor no leste da África um estado radical islâmico de corte wahhabista.

As emissoras que reproduzem programas das duas emissoras também estão afetadas pela ordem. Segundo a nota, "a 'BBC' pertence ao Reino Unido, que não é um Estado muçulmano e tem planos coloniais, e a 'Voz da América' aos EUA, que luta contra o Islã".

No início da semana, o líder do grupo também radical Hezb al-Islam, Moalim Hashi Mohammed Farah, ordenou que todos os meios de comunicação parassem de transmitir música e convidou o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, a se refugiar na Somália.

O Al-Shabab, que controla grande parte dos territórios do centro e do sul da Somália, segundo várias fontes, conta com o apoio de pelo menos 400 combatentes estrangeiros ligados à Al Qaeda e já deixou clara sua obediência a Bin Laden.

Desde que o ditador Siad Barre foi derrubado, em 1991, a Somália não tem um poder efetivo e vive uma situação de guerra civil permanente entre o Governo de Transição, milícias radicais islâmicas e líderes tribais. EFE ia/rr

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