Radicais pedem que recrutas israelenses escondam abusos contra palestinos

Jerusalém, 29 jul (EFE).- Ativistas de extrema direita distribuíram panfletos entre novos recrutas israelenses nos quais os estimulam a não cooperar com os comandantes caso sejam investigados por ter cometidos abusos contra palestinos, informa a edição de hoje do jornal Haaretz.

EFE |

Os panfletos foram entregues nesta terça-feira no centro de recrutamento de Tel Hashomer, nos arredores de Tel Aviv, e eram destinados a recrutas da brigada de infantaria Kfir, que opera principalmente nos territórios palestinos ocupados.

O panfleto cita o caso, revelado em maio, de um tenente que está sendo julgado por um tribunal militar por ter agredido palestinos seguindo as instruções de seu superior, que declarou publicamente que suas tropas recorriam habitualmente à violência para assustar os palestinos.

O texto leva a assinatura dos "estudantes do rabino Ginzburg", em referência a Isaac Ginzburg, considerado o líder do setor mais extremista do movimento dos colonos.

Ginzburg também é autor de um livro que defende Baruch Goldstein, que em 1994 assassinou 29 palestinos enquanto rezavam em uma mesquita na cidade de Hebron, na Cisjordânia. EFE ap/bba

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