Racismo ainda ocupa papel relevante nos EUA, afirma estudo

Washington, 13 abr (EFE).- Na esteira da eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, o racismo é cada vez menos aceitável no país, mas, de forma inconsciente, ainda desempenha um papel importante na política e na sociedade, afirmou hoje o Instituto para o Futuro da América.

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Obama fez história quando, em novembro do ano passado, foi eleito o primeiro presidente negro dos EUA.

A eleição do governante demonstra quanto o país progrediu para superar as divisões raciais existentes, indicou o instituto em comunicado.

No entanto, o órgão explicou que a discriminação inconsciente ainda existe na hora de tomar decisões e adotar novas estratégias.

O instituto ressaltou que, para analisar quais são os efeitos dessa discriminação, iniciou um projeto de estudo chamado "Americanos pelos valores americanos".

"A igualdade e a justiça raciais são valores apoiados pelos americanos, mas esses valores são prejudicados pelas discriminações ocultas", indicou John Powell, diretor do Instituto Kirwan para o Estudo da Raça e da Etnicidade.

Ele afirmou que o estudo ajudará os americanos a compreender melhor a discriminação e a forma de evitá-la.

"A eleição do presidente afro americano nos ajudou a olhar para nós mesmos com novos olhos. No entanto, seguimos lutando como uma sociedade dividida pela raça", disse Robert Borosage, um dos diretores do instituto.

O projeto será realizado no decorrer de dois anos e seu objetivo é identificar todas as formas de discriminação racial implícita e o que a motiva, disse o instituto. EFE ojl/db

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