Cidade do Vaticano, 6 out (EFE) - O rabino chefe de Haifa (Israel), Shear-Yashuv Cohen, rejeitou hoje a beatificação do papa Pio XII, pois, afirmou, ele levantou a voz contra o regime de Hitler. Achamos que não deveria ser beatificado ou considerado como modelo quem não levantou a voz, mas tentou nos ajudar de forma secreta, disse o rabino, após participar, hoje, no Sínodo de bispos no Vaticano. O religioso, que fez estas declarações fora do Vaticano, afirmou que fica o fato de que não falou, talvez porque tivesse medo ou por outros motivos. Mas a realidade é que não podemos esquecê-lo.

Já o papa Bento XVI pensa de outra forma, já que, em 16 de fevereiro, recebendo os membros da fundação Pave the Way Foundation, formada por judeus e cristãos, assegurou que Pio XII "não poupou esforços" para ajudar os judeus perseguidos pelos regimes nazista e fascista.

O pontífice acrescentou que, sobre esse papa, que viveu os anos da Segunda Guerra Mundial (governou a Igreja Católica entre 1939 e 1958) "falou-se muito e nem sempre se fez Justiça a seu trabalho".

No dia 9, Bento XVI oficiará uma missa por ocasião dos 50 anos da morte de Pio XII.

O processo de beatificação de Pio XII segue aberto e, por enquanto, não se sabe quando terminará, já que há muita documentação ainda sem estudar.EFE jl/db

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