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Yes We Can : todos querem aproveitar a Obamamania

Dos artistas às editoras, dos empresários aos políticos e aos camelôs, todos os adeptos do Yes We Can (Sim, podemos) querem aproveitar a Obamamania que varra o mundo inteiro.

AFP |

A onda de otimismo provocada pela eleição do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos suscitou a disparada das vendas de jornais e de livros.

Alguns pedem até 300 dólares por um exemplar do New York Times do dia 5 de novembro anunciando o triunfo democrata.

Cartazes, baralhos, bonecos de papel, e até um video game chamado "Super Obama World": Barack Obama está em todas as partes. Um site pornográfico chegou a gastar 10.000 dólares na compra do nome: www.sexwecan.com.

A foto do presidente eleito está em todas as livrarias do mundo, onde seus livros, "A Audácia da Esperança" e "Sonhos de meu Pai", são disputados a tapa. Seu slogan de campanha "Yes We Can" é utilizado por empresários e políticos de todo o planeta.

Em todo o mundo, muitas pessoas se apressam para aproveitar esta lucrativa onda de popularidade.

Borac, a mais antiga marca de roupas da Bósnia, lançou uma nova linha de ternos sob o nome de "Borac Obama".

"É uma linha de alto nível, destinada a empresários classe A. Batizá-la com o nome de Obama era uma escolha evidente já que o novo presidente americano é muito elegante", explicou à AFP Ahmet Curic, um funcionário da Borac.

A empresa quer assim "homenagear os Estados Unidos", que forneceram à Borac os recursos financeiros necessários à retomada de suas atividades depois da guerra de 1992-1995, acrescentou.

Em Freetown, a capital da Serra Leoa, o país mais pobre do mundo segundo as Nações Unidas, camelôs vendem camisetas com a estammpa de Obama e vídeos piratas de seu discurso histórico de 4 de novembro em Chicago.

Bola Thompson, um varejista de Freetown, afirmou ter vendido mais de 2.000 camisetas "Obama". Cada uma dessas camisetas têm uma foto do presidente eleito com o slogam "the Commander-In-Chief" (o comandante-chefe) vale seis dólares.

Outro camelô comentou que nunca viu tamanho entusiasmo desde a eleição de Nelson Mandela à presidência da África do Sul.

No Japão, o comediante Nozomu Sato, mais conhecido como Nocchi, se tornou subitamente muito popular na televisão devido à semelhança com o presidente americano.

Nocchi caprichou no bronze, cortou o cabelo e se exercitou a pronunciar "Yes We Can".

Duas cidades do arquipélago se chamam Obama, uma palavra que significa "prainha" em japonês, e utilizam seu nome para vender camisetas, balas e outros objetos.

"É um fenômeno incrível, e nem Obama nem o governo americano podem fazer alguma coisa a respeito", considerou Robert Churnley, consultor em marketing internacional em Londres.

"Enquanto não forem extrapolados os limites do bom gosto, ele (Obama) sairá ganhando", acrescentou.

"O nome de Obama pode alimentar uma enorme indústria nos quatro próximos anos, Contudo, é preciso lembrar que se algumas pessoas vão ganhar muito dinheiro, a maioria vai ficar a ver navios", avisou.

bur/mfo/yw

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