O jornal português Diário de Notícias publicou reportagem nesta sexta-feira sobre o recente assassinato de candidatos a vereador e prefeitos, mortos durante a campanha pelas eleições municipais. O jornal comenta o envio de tropas para garantir a segurança nas favelas.

Sob o título "violência marca eleições autárquicas brasileiras", o jornal afirma que "o presidente Luis Inácio Lula da Silva, chocado com os crimes que têm ocorrido na campanha eleitoral em curso no seu país, ordenou o envio de 12 mil militares para reforçarem a segurança no Rio de Janeiro, onde ocuparão 24 áreas de risco".

A reportagem afirma que ocorreram assassinatos em vários Estados, não apenas no Rio, e que o número de tentativas de homicídio e agressões é bem maior do que os oito assassinatos de candidatos cometidos até agora.

Segundo o Diário de Notícias, a decisão de Lula foi tomada depois que chefes do tráfico aconselharam vários candidatos a não visitar favelas durante a campanha, "território propício a traficantes de droga e a todo o gênero de marginalidade".

O envio de militares para o Rio também é destaque na edição desta sexta-feira do jornal argentino La Nacion.

Sob a manchete "Brasil militariza favelas mais perigosas do Rio", o jornal comenta a decisão de garantir a segurança antes das eleições municipais.

"A atuação coordenada do Exército e da Marinha na segunda cidade mais populosa do Brasil, respondeu ao pedido de auxílio do governo local para combater as quadrilhas de narcotraficantes e paramilitares que disputam o poder nas favelas e ameaçam a população para que votem em seus candidatos nas próximas eleições", diz o La Nacion.

Mas o jornal afirma que a presença militar não é em número suficiente e comenta que os 3.500 soldados que na quinta-feira patrulhavam o Complexo da Maré já deixaram o local nesta sexta.

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