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Terrorismo de piratas detonará repressão, diz Arábia Saudita

ATENAS, Grécia (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita afirmou na terça-feira que a captura de um grande navio-tanque do país com uma carga de 100 milhões de dólares de petróleo a bordo detonaria uma operação internacional contra a pirataria, atividade que comparou ao terrorismo. Segundo o príncipe Saud al-Faisal, a Arábia Saudita daria todo o apoio à iniciativa liderada pela Europa para aumentar a segurança na movimentada rota naval da costa leste da África, onde o Sirius Star caiu nas mãos de piratas no domingo.

Reuters |

"Essa é uma iniciativa da qual participaremos e da qual participarão vários outros países do mar Vermelho", afirmou o príncipe Saud em uma entrevista coletiva.

"Trata-se de um ato revoltante de pirataria que, segundo acredito, servirá apenas para reforçar a determinação dos países do mar Vermelho e da comunidade internacional para enfrentar a pirataria", disse.

"A pirataria prejudica todo mundo. Da mesma forma que o terrorismo, essa é uma doença que precisa ser erradicada", disse o príncipe depois de reunir-se com a ministra das Relações Exteriores da Grécia, Dora Bakoyannis.

O Sirius Star, capturado 450 milhas náuticas a sudeste do porto queniano de Mombaça, carrega 2 milhões de barris de petróleo.

O navio-tanque atravessaria o cabo da Boa Esperança antes de chegar aos EUA e, dentro dele, há 25 tripulantes de vários países (Croácia, Grã-Bretanha, Filipinas, Polônia e Arábia Saudita). Os proprietários da embarcação negociam o valor de um resgate.

A captura do navio ocorreu apesar das operações de combate à pirataria realizadas pela Europa e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. Segundo Bakoyannis, a Grécia havia contribuído com uma fragata e um helicóptero para a missão realizada ao longo da costa da Somália.

A Grécia será o primeiro país a assumir o comando rotativo da frota da União Européia (UE) que rumará para o mar Vermelho no final do ano.

A Agência Marítima Internacional, que vigia a atividade dos piratas, diz que houve 92 ataques na costa da Somália neste ano e que 36 navios haviam sido capturados.

(Reportagem de Renee Maltezou)

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