Caracas, 29 jun (EFE).- A emissora multiestatal Telesur anunciou que os membros de sua equipe jornalística foram libertados, depois de terem sido detidos hoje, em Tegucigalpa, por um grupo de soldados aos quais chamou de militares golpistas do Governo de fato de Honduras.

A enviada especial da "Telesur", Adriana Sívori, reportou ao ser liberada "que os militares golpistas apontaram armas para eles e foram violentos" no momento da detenção, "quando cobriam a repressão do Exército e da Polícia a uma manifestação pacífica nas imediações do palácio presidencial" hondurenho.

"O Exército hondurenho reviveu assim os tempos mais obscuros da Guerra Fria, quando cumpria fielmente com o papel de cortar qualquer iniciativa ou movimento social que pudesse pretender um mínimo avanço dos setores mais empobrecidos do país", acrescentou a emissora internacional de televisão em comunicado.

A nota da emissora indicou que depois de liberada, Adriana "denunciou que foi sequestrada e agredida" e "transferida violentamente e apontada com fuzis para a migração".

"O que fizemos foi informar ao povo do que está acontecendo neste país e por essa razão, sem explicações, fomos agredidos", disse. EFE ar/pd

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