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Solução negociada já está a caminho , diz porta-voz de Lula sobre crise em Honduras

BRASÍLIA ¿ O porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, afirmou nesta quinta-feira que o governo brasileiro acredita em um acordo com o governo interino de Honduras muito em breve. Segundo ele, o governo presidido por Roberto Micheletti ofereceu sinais de que está disposto a iniciar negociações.

Christian Baines, repórter em Brasília |

"Acreditamos que existe uma possibilidade de uma solução negociada para este problema. O Brasil acredita mais ainda que a solução negociada já está a caminho. Já existem sinais de que o governo golpista poderia entrar em negociações ", afirmou.

Nesta quinta-feira, no entanto, o presidente deposto Manuel Zelaya afirmou que sua proposta de diálogo ao regime de fato ainda não recebeu qualquer resposta .

Baumbach disse ainda que não existe um prazo para que Zelaya deixe a representação diplomática. O presidente deposto estaria autorizado a ficar o tempo que "for necessário" para resolver o impasse no país hondurenho.


Zelaya e simpatizantes participam de missa na embaixada brasileira nesta quinta / AP

"O Brasil deu abrigo ao presidente Zelaya. Ele corre o risco de ser preso ao sair da embaixada brasileira. O governo golpista já afirmou que prenderá o presidente Zelaya se ele sair da embaixada. Portanto, ele ficará o tempo que for necessário", informou Baumbach.

O porta-voz afirmou também que os 60 simpatizantes do presidente que continuam no prédio da chancelaria poderão permanecer lá por tempo indeterminado.

"Em um momento como esse, é muito difícil distinguir quem são as pessoas que realmente precisam de abrigo, quem são as pessoas que não precisam. Se as pessoas entraram na embaixada brasileira e pediram proteção, supõe-se que elas necessitam. O governo não está preocupado em fazer uma seleção neste momento de quem precisa ou não precisa estar lá", disse.

O porta-voz reiterou, porém, que o governo brasileiro repudia qualquer uso político do episódio. "O presidente Luis Inácio Lula da Silva não autoriza que seja utilizada a embaixada para conchavos políticos. (...) O governo brasileiro não quer que seja feito uso político dessa situação".

"Surpresa"

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou ontem que sabia dos planos de retorno de Zelaya a Honduras e que chegou a ajudá-lo confundindo seus opositores. 

O governo brasileiro, por sua vez, diz que não tinha conhecimento prévio da atitude do hondurenho. O porta-voz da presidência voltou a reafirmar que ele chegou de surpresa na representação diplomática.


Soldados seguem de prontidão na região da embaixada / AP

"Eu reitero o que já foi dito pelo presidente Lula e pelas autoridades brasileiras, que o Brasil foi tomado de surpresa pela chegada do presidente Zelaya à embaixada do Brasil. O Brasil não tinha nenhum conhecimento desse plano e fez apenas o que é a praxe, que é prestar esse abrigo ao presidente Zelaya, considerado pelo Brasil como presidente legítimo de Honduras", disse Baumbach.

Neste final de semana, Lula viaja a Venezuela para visita de trabalho e conversará com o presidente Chávez sobre o tema. No encontro, poderão ser repassados os últimos desenvolvimentos do marco da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e na América Latina, com ênfase particular a situação de Honduras. A situação será discutida entre os dois presidentes, disse o porta-voz.

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