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Sem-terra paraguaios recuperam terrenos cedidos a colonos brasileiros

Assunção, 19 jan (EFE).- Grupos de lavradores denominados sem-terra do Paraguai continuam hoje com as tarefas coordenadas pelo Governo para recuperar os terrenos cedidos, supostamente, de maneira irregular a fazendeiros brasileiros e produtores de soja.

EFE |

As expropriações de terras estão dentro do plano de reforma agrária nacional empreendido no dia 12 janeiro pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra Indert e que em sua primeira etapa é coordenada com a Federação Nacional Camponesa (FNC), uma das maiores do setor.

Dirigentes da FNC, que reúne cerca de 270.000 famílias de pequenos produtores de algodão, reiteraram hoje perante jornalistas suas reivindicações de propriedades para umas 100.000 famílias de "sem-terra".

Essa organização convocou esta segunda-feira seus integrantes do departamento de Canindeyú, ao nordeste de Assunção e contígua com o estado do Mato Grosso do Sul, onde exigem do Indert a entrega de cerca de 2.000 hectares de terras, localizadas em parte em fazendas de brasileiros.

Calcula-se que cerca de 300.000 brasileiros, muitos deles com grandes explorações agrícolas, vivem no Paraguai ao longo da extensa linha de fronteira com seu país.

A maioria se dedica ao cultivo de soja, principal fonte de divisas do Paraguai.

Em várias regiões agrícolas do país, centenas de "sem-terra" de várias organizações camponesas se mantêm acampados ao redor das granjas agrícolas sob ameaça de ocupá-las se o Governo não atender suas reivindicações de acesso aos terrenos.

Estes camponeses argumentam que no passado grandes extensões de terras foram cedidas a pessoas não submissas à reforma agrária e que o cultivo mecanizado de soja depreda as florestas e contamina o meio ambiente com as fumigações maciças.

Enquanto isso, o chefe de Estado, Fernando Lugo, ratificou na semana passada que protege os direitos de todos os brasileiros e de todos os estrangeiros residentes no Paraguai, em resposta a um relatório apresentado em dezembro do ano passado pelo chanceler, Celso Amorim, ao Congresso do país. EFE rg/ma

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