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Revolução cultural do Google recebe Prêmio Príncipe de Astúrias

A gigantesca revolução cultural protagonizada pelo site de buscas Google fez com que o mesmo recebesse hoje o Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2008.

EFE |

O júri, que emitiu sua decisão hoje às 12h hora local (7h de Brasília) na cidade de Oviedo (Espanha), destacou que o site criado por Sergey Brin e Larry Page tornou possível em dez anos "uma gigantesca revolução cultural e permitiu o acesso generalizado ao conhecimento".

"Desta forma, o Google contribui decisivamente com o progresso dos povos, acima de fronteiras ideológicas, econômicas, lingüísticas e raciais", destaca o texto.

O júri, presidido pelo catedrático espanhol Manuel Olivencia, declarou que o site de buscas criado por Brin e Page tornou possível, em menos de uma década, "uma gigantesca revolução cultural e permitiu o acesso generalizado ao conhecimento".

A criação do Google representou uma mudança rápida e profunda no acesso a todo tipo de conteúdo, "reinventado os princípios técnicos pelos quais eram regidos os sites de busca", destacou o júri.

Presente em todo o mundo, o Google atende centenas de milhões de pedidos por dia e realiza buscas sobre milhões de sites e milhões de imagens.

O site de buscas foi criado há dez anos por Brin e Page, que conseguiram, segundo os jurados, colocar a mais inovadora tecnologia a serviço do conhecimento, batendo todos os recordes de efetividade.

Recentemente, a Google adquiriu o site YouTube e a DoubleClick, a agência internacional líder de publicidade online.

Juntamente com a Unesco iniciou o Projeto de Alfabetização que, através da busca de livros, textos acadêmicos e material didático reunido em um site, tem como objetivo estimular a leitura e a educação em todo o mundo.

O buscador também iniciou, através de sua filial Google.org, um trabalho filantrópico no qual destina parte de seu lucro à ajuda ao desenvolvimento e projetos ambientais.

O Google venceu na última rodada de votações a agência fotográfica Magnum, que foi finalista nas três últimas edições do prêmio.

Ao prêmio, que oferece 50 mil euros e a reprodução de uma estatueta desenhada por Joan Miró, concorriam 25 candidaturas.

Além de Manuel Olivencia, integravam o júri o presidente da Agência Efe, Álex Grijelmo, os escritores Rosa Montero e Manuel Lombardero, os editores Hans Meinke e Beatriz de Moura e o presidente da emissora "Telecinco", Alejandro Echevarría, entre outros.

Nas últimas edições, o prêmio de Comunicação foi para o jornalista polonês Ryszard Kapuscinski, o escritor italiano Umberto Eco e o Instituto Caro y Cuervo de Colombia.

Também foram agraciados o jornalista francês Jean Daniel, a National Geographic Society e as revistas científicas "Science" e "Nature", que obtiveram o prêmio conjuntamente em 2007.

Da edição de 2008 já foram decididos o prêmio de Cooperação Internacional, que foi para quatro organizações que lideram a luta contra a malária na África, e o de Artes, oferecido às Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela.

Na semana passada foi concedido o Prêmio Príncipe de Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica, obtido pela candidatura conjunta de cinco cientistas que trabalham na criação de novos materiais "fundamentais" para o desenvolvimento sustentável e a luta contra a pobreza.

Os prêmios, concedidos pela primeira vez em 1981, serão entregues no segundo semestre em Oviedo em cerimônia presidida pelo Príncipe de Astúrias, herdeiro da Coroa espanhola.

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