Nova York, 7 abr (EFE) - O jornal The Washington Post ganhou hoje seis prêmios Pulitzer de jornalismo, incluindo uma medalha na categoria de serviço público, enquanto que o The New York Times levou duas das prestigiosas premiações concedidas anualmente pela Universidade de Columbia.

Os prêmios Pulitzer existem desde 1917 e são considerados a mais alta distinção concedida a trabalhos dos jornais dos Estados Unidos.

Além do prêmio pela categoria de serviço público, jornalistas do "Washington Post" venceram nas seguintes seções: reportagem nacional, reportagem internacional, comentário, reportagem especial e cobertura de furo de reportagem, sendo que nesta última toda a equipe do jornal foi agraciada.

O prêmio de melhor reportagem nacional foi concedido a Jo Becker e Barton Gellman por sua "lúcida exploração" da figura do vice-presidente americano, Dick Cheney, e de sua "poderosa e por vezes oculta influência na política do país".

Steve Fainaru venceu na categoria de reportagem internacional por sua série de matérias sobre empresas privadas de segurança contratadas pelo Governo dos Estados Unidos e que "operam à margem da maioria das leis que governam as forças americanas".

A equipe de jornalistas do "Washington Post" levou o prêmio de melhor cobertura de furo de reportagem por seu desempenho frente ao massacre ocorrido na universidade Virginia Tech em abril de 2007.

A reportagem especial sobre o famoso violinista Joshua Bell - que fez a experiência de tocar no metrô de Washington sem ser reconhecido - escrita por Gene Weingarten e os comentários de Steven Pearlstein sobre a complexidade da situação econômica dos EUA também foram premiadas.

O "Washigton Post" ainda faturou o prêmio de serviço público graças ao trabalho dos jornalistas Dana Priest e Anne Hull e do fotógrafo Michel du Cille sobre os maus tratos ocorridos no tratamento de ex-militares no hospital Walter Reed, localizado na capital americana.

O "New York Times" foi premiado nas categorias de reportagem explicativa e reportagem investigativa, sendo que o jornal de Nova York dividiu as honras nesta última seção com o "Chicago Tribune".

Na primeira categoria, a jornalista Amy Harmon venceu por seu trabalho sobre "os dilemas e os temas éticos que acompanham os exames de DNA" e as histórias humanas em torno do assunto.

Os jornalistas Walt Bogdanich e Jake Hooker, do "New York Times" e a equipe do "Chicago Tribune" foram os vencedores da segunda categoria.

Bogdanich e Hooker foram agraciados por suas reportagens sobre o uso de ingredientes tóxicos em produtos importados da China, enquanto a equipe do jornal de Chicago venceu por expor as falhas na regulamentação do Governo dos EUA em relação a artigos como brinquedos e assentos infantis em carros.

Na categoria crítica, o vencedor foi Mark Feeney, do "Boston Globe", por seu "penetrante e versátil" olhar sobre o campo das artes visuais, passando por cinema, fotografia e pintura, enquanto que Michael Ramírez, do "Investor Business Daily", levou o prêmio na seção de charges.

Adrees Latif, da agência de notícias "Reuters", venceu na categoria de furo de reportagem fotográfico por seu registro do cinegrafista japonês morto durante os distúrbios de Mianmar em 2007.

O prêmio de melhor fotografia foi para Preston Gannaway, do "Concord Monitor", jornal publicado no estado de New Hampshire, pelas imagens de uma família que assistia a um de seus membros afetado por uma doença terminal.

Neste ano, a Universidade de Columbia não concedeu o prêmio da categoria de editorial.

Cada um dos vencedores do prêmio Pulitzer de jornalismo recebe US$ 10 mil, à exceção da categoria de serviço público, na qual os agraciados recebem uma medalha de ouro. EFE emm/bba/db

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