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Pensei que fosse um atentado , diz militar brasileiro ferido no Haiti

O militar brasileiro Carlos Michael Pimentel de Almeida, de 23 anos, contou que, no momento do terremoto que devastou o Haiti, descansava na base Ponte Forte 22, uma das mais abaladas. ¿Pensei que fosse um atentado¿, disse. Com ele, havia mais 16 pessoas no prédio. Destas, 10 morreram. Foi o pior dia da minha vida, afirmou o militar.

Bruno Rico, iG São Paulo |


Almeida desembarcou no início da tarde desta sexta-feira no Aeroporto Internacional de Guarulhos , em São Paulo, junto com outros 15 militares brasileiros sobreviventes do terremoto. Ele faz parte do do 5º Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, no interior de São Paulo.

Eu estava no terceiro andar junto com maus companheiros. Consegui levantar a laje e sair. Infelizmente, meus colegas não sobreviveram. Eu estava dormindo, mas vi o escombro caindo. No terceiro andar [onde estava], tinham sete militares. Três faleceram. Até agora, não sei porque eu sobrevivi e os outros não.

Ele conta que, após o terremoto, populares começaram a saquear a base militar. Eu e mais um companheiro saímos para buscar reforço. Vimos que havia populares pegando os nossos fuzis.


Militares brasileiros desembarcam em São Paulo / AE


Ao todo, 25 militares brasileiros ficaram feridos com o terremoto. Fora os 16 que chegaram ao país nesta sexta-feira, dois foram encaminhados para a Republica Dominicana, com ferimentos mais graves. Outros dois, também com lesões graves, mas saúde estável, não puderam ser transportados para o Brasil e continuam no Haiti. Além deles, outros dois pediram para ficar ajudando nos trabalhos do exército. E os outros que não tiveram ferimentos graves permanecem no país caribenho.

O Comandante Antônio Ésper explicou que o terremoto atingiu com maior gravidade o Ponte Forte 22 e a Sede da Minustah. O campo Charlie, que tem capacidade para 2200 militares, não teria sofrido grandes abalos. Embora o general considere que o acidente tenha gerado a maior baixa em missões de Paz do Exército Brasileiro dos últimos anos, acredita que o número de mortos é menor do que poderia ter sido. Felizmente não tivemos tantas baixas.

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