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Ouvido biônico promete restaurar equilíbrio de paciente

Um estudo da Escola Johns Hopkins de Medicina mostra que um novo tipo de implante eletrônico no ouvido interno poderá restaurar o equilíbrio de pacientes que perderam a capacidade de manter o corpo estável, como pacientes com labirintite.

Carla Sasso Laki, iG São Paulo |

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Sensação de filme tremido
O professor Charles C. Della Santina e seus colegas desenvolveram e testaram em animais um implante que mede o movimento da cabeça em três dimensões e seu microprocessador manda sinais eletrônicos para estimular o nervo vestibular. Pesquisas pioneiras dos últimos 25 anos irão fornecer a base tecnológica para que essa nova geração de implantes neurais tenham uma transição fácil para o uso clínico.

De acordo com o pesquisador, o implante é feito em um lado para limitar riscos cirúrgicos como a possibilidade de danificar as estruturas do ouvido interno em apenas uma orelha. "Acreditamos que suprir as deficiências de apenas um dos ouvidos será suficiente para proporcionar equilíbrio e estabilidade para o paciente", explica Santina.

O labirinto mede a rotação da cabeça usando três estruturas chamadas de canais semicirculares, que residem em cada uma das orelhas, perpendicularmente um ao outro. Sua localização permite que o movimento da cabeça seja registrado em três dimensões. Quando o indivíduo não possui um labirinto saudável, o mundo fica como um filme trêmulo. A prótese promete restaurar boa parte deste equilíbrio perdido.


Imagem mostra o implante no ouvido do paciente. (1) microprocessador e sensor do aparelho, (2) eletrodo, (3) nervo vestibular (Imagem/Reprodução)


Braço biônico

A transmissão de dados em banda larga ganhou um novo transmissor, o corpo humano. Pesquisadores da Universidade da Coreia, em Seul, colocaram dois eletrodos no braço de uma pessoa, a 30 centímetros de distância e enviaram dados a uma velocidade de 10megabits por segundo utilizando a pele do braço como condutor.

Os eletrodos, que por ser mais finos e mais flexíveis, utilizam uma quantidade significativamente menor de energia do que os utilizados em conexões Bluetooth, por exemplo. Isso se dá porque a baixa frequência de ondas eletromagnéticas atravessa a pele com pouca resistência. Além disso, a pele protege melhor o sinal de interferências externas.

Mas a equipe explica que a intenção da pesquisa não é conectar as pessoas diretamente à internet e sim utilizar essa tecnologia em prol de avanços na área da saúde. Por exemplo: atualmente é difícil monitorar sinais vitais como dosagem de açúcar no sangue ou atividade elétrica do coração porque, para isso, a pessoa tem que ficar coberta por fios e permanecer conectada a um dispositivo que grava todos esses dados.  Com essa nova frente, é possível pensar em dispositivos melhores e menores de monitoramento que respeitem a rotina normal dos pacientes.

(Com informações do Geek e New Scientist)


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