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O aeroporto parece um mar de gente , diz italiano

O administrador italiano Francesco Perroni, de 25 anos, não consegue voltar para casa. A nuvem de cinzas lançada pela erupção de um vulcão na semana passada na Islândia adiou os seus planos de sair no domingo de Madri, na Espanha, e estar na Vodafone, empresa onde trabalha em Milão, nesta segunda-feira cedo.

Andréia Sadi, iG Brasília |

A viagem, com objetivo inicial de visitar um amigo, ganhou contornos de pesadelo. Para tentar remarcar a passagem, ele já foi e voltou do aeroporto de Barajas três vezes desde domingo. "É um caos. Parece final de ano", disse Perroni, ao iG , por telefone. 

A Eurocontrol divulgou nesta segunda-feira que entre 8 mil e 9 mil dos 28 mil voos previstos para esta segunda-feira poderão decolar. Mais de 6,8 milhões de passageiros foram afetados pela maior crise no setor de transporte desde os atentados do 11 de Setembro de 2001. A crise entra nesta segunda-feira no seu quinto dia.

Reuters
Aeroporto de Barajas, Madri

Passageiros esperam em Aeroporto de Barajas, Madri

O administrador contou que se espantou com a quantidade de pessoas espalhadas pelo local. Com os hotéis lotados na cidade, a maioria dormiu onde conseguiu se ajeitar. "Parece um mar de gente", disse o administrador, que está hospedado na casa do amigo. À espera de um voo para a terça-feira, o italiano conversou com a reportagem. Confira: 

iG: Você está na Espanha desde quando?
Francesco Perroni:
Desde sexta-feira. Vim para visitar um amigo. Eu ia passar o final de semana, mas por causa do vulcão vou ficar uns dias a mais. É um caos, parece final de ano, sabe? 

iG: O que você está fazendo enquanto espera?
Francesco Perroni:
São férias ao contrário. Vou aproveitar e passear um pouco, terminar os roteiros culturais que deixaria para o meio do ano.

iG: Você chegou a dormir no aeroporto?
Francesco Perroni: Não, eu não. Como vim visitar um amigo, fiquei hospedado na casa dele. 

iG: Quantas vezes você tentou voltar para casa?
Francesco Perroni: Fui e voltei do aeroporto uma três vezes para tentar marcar passagem. Hoje, na primeira vez que cheguei aqui no aeroporto foi às seis da manhã. Fiquei assustado, parecia um mar de gente, sabe? Todo mundo espalhado, dormindo como conseguia. Nunca vi isso na vida. Parecia um acampamento improvisado.

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