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Número dois da Al Qaeda diz que mantém oferta de trégua condicionada

Cairo, 3 ago (EFE).- O número dois da Al Qaeda, Ayman Al-Zawahri, disse hoje que a organização continua disposta a uma trégua caso os países ocidentais cessem a agressão contra os muçulmanos.

EFE |

Em entrevista divulgada por um fórum virtual que costuma disponibilizar comunicados e vídeos da Al Qaeda, Zawahri também acusou o presidente americano, Barack Obama, de "vender ilusões" e não compreender a ira do mundo islâmico em relação aos Estados Unidos.

Al-Zawahri disse que "duas antigas iniciativas" do líder máximo do grupo, Osama bin Laden, para EUA e Europa, continuam ativas, e acrescentou que, se "Obama quer um entendimento, deveria responder às duas ofertas do xeque Osama".

Tais ofertas preveem o fim das hostilidades se o Ocidente "cessar a agressão contra os muçulmanos. Por que não começamos uma relação baseada na troca de coisas de interesse mútuo, e não na repressão e no saque?", pergunta o "número dois" da Al Qaeda.

Na entrevista, de uma hora e meia de duração, Al-Zawahri sustenta que Obama "tenta vender ilusões aos fracos e reprimidos" do mundo árabe porque "compreendeu que a ira dos fracos em relação aos EUA lhe representou tragédias".

O integrante da Al Qaeda insiste em que esse ódio em relação aos EUA surgiu por causa das guerras no Afeganistão, Iraque, Palestina e Somália e de uma "presença militar no Golfo Pérsico para garantir o saque do petróleo".

"Não somos tão estúpidos a ponto de permitir que Obama nos convença com expressões que não têm significado. Ele é uma nova cara dos velhos criminosos, que chegou ao poder para cumprir com um plano sionista", acrescentou. EFE aj-ag/bba

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