Não entendo como acabamos invadindo o Iraque , diz Obama - Mundo - iG" /

Não entendo como acabamos invadindo o Iraque , diz Obama

Nashville (EUA), 7 out (EFE).- O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou hoje que não entende como os Estados Unidos invadiram o Iraque, um país que não tinha nada a ver com os atentados de 11 de Setembro.

EFE |

No debate com seu rival republicano, John McCain, em Nashville (Tennessee), os dois candidatos discordaram sobre como abordar a situação no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

Obama, que defende uma retirada o mais rápido possível do Iraque, em aproximadamente um ano e meio, afirmou que o conflito no país permitiu que no Afeganistão o movimento talibã e a rede terrorista Al Qaeda "atacassem" os americanos.

Essa decisão, afirmou, foi "a decisão de McCain, foi a decisão do presidente republicano, George W. Bush".

O candidato democrata disse que situação no Iraque "representou não só uma pressão sobre nossos soldados, mas também sobre nosso orçamento".

"Nunca se viu um país que perdesse poder econômico e mantivesse seu poder militar", afirmou Obama, que também especificou que o desdobramento no Iraque das forças armadas impediu enviá-las a lugares como Darfur, no Sudão, para enfrentar os massacres que acontecem nessa região.

McCain afirmou que "as nações que têm um poderio militar sólido também costumam ter um forte poder econômico".

Em sua opinião, um líder deve saber "quando ir à guerra e quando não", e essa decisão só pode ser tomada "com conhecimento e experiência".

O candidato republicano assegurou que, ao contrário de seu rival, trará de volta as tropas americanas no Iraque "com honra", após alcançarem o triunfo.

McCain, de 72 anos e com décadas de experiência no Congresso dos EUA, acusou em várias ocasiões Obama, de 47 anos, de não ter a experiência necessária para ocupar a Casa Branca.

Os dois discordaram também sobre como atuar no Afeganistão e Paquistão e, como tinha ocorrido no primeiro debate, McCain acusou seu rival de ameaçar com os paquistaneses com incursões militares.

Obama acusou o Governo de George W. Bush de ter "apoiado e financiado durante anos um ditador (Pervez Musharraf) à frente do Paquistão, sem que a luta contra os terroristas tenha dado resultado".

"Se o Governo do Paquistão não é capaz ou não quer combater os terroristas, então os EUA têm de agir", advertiu o democrata.

"Não podemos dar milhões de dólares a um ditador, que faz acordos com os talibãs. Minha maior prioridade para a segurança nacional será matar Osama Bin Laden e acabar com a Al Qaeda", disse Obama.

Já McCain acusou seu oponente de falar de uma maneira "irresponsável" sobre a possibilidade de atacar o Paquistão, quando se trata de um país do qual os Estados Unidos precisam do apoio.

Os dois também discordaram sobre como os Estados Unidos devem agir em relação à Rússia.

McCain afirmou que, após a invasão da Geórgia em agosto, é preciso pressionar Moscou para "mostrar que essa atitude não é admissível".

"Não quero voltar com a Guerra Fria, mas é necessário pressionar a Rússia", insistiu.

Obama indicou que "a energia vai fundamental no momento de enfrentar a Rússia".

"Se reduzimos os 'petrodólares' que lhes entregamos, teremos mais força para pressionar", disse o candidato democrata. EFE mv/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG