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My Name is Khan irrompe contra islamofobia em Festival de Berlim

Berlim, 12 fev (EFE).- A superestrela do cinema indiano Shah Rukh Khan se destacou hoje no Festival Internacional de Cinema de Berlim com My Name is Khan, no formato Bollywood, contra a islamofobia surgida após os ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

EFE |

Khan, ídolo de multidões na órbita "bollywoodiana", repartiu seu habitual recital de galanteios, sorrisos e olhares intensos, só que em vez de defender uma superprodução musical fazia-o como defensor da harmonia ecumênico.

"Não importa que abracemos o Corão, a Bíblia ou a Torá. Todos podemos conviver se utilizamos a mesma plataforma do diálogo. Um filme pode ser essa plataforma", disse, após a apresentação de seu filme, incluído na seção oficial, embora fora de concurso.

Excessiva, não só pela duração - 167 minutos -, mas também pelas emoções e mensagens pseudo-políticas, seu filme é demasiado forte para um festival internacional.

Dirigido por Karan Johar, "My Name is Khan" é, admite o protagonista, um "filme ingênuo", centrado em um ser ingênuo - um muçulmano com um leve autismo, que percorre os Estados Unidos para transmitir uma mensagem ao presidente: "Meu nome é Khan e não sou um terrorista".

Seu propósito é "discutir paranoias". No filme, ele aborda felicidades e dramas públicos ou privados, com a meta de chegar aos dois presidentes, que sintetizam o período transcorrido entre o 11 de setembro que mudou o mundo e hoje, George W. Bush e Barack Obama.

As cenas distinguem claramente o mau e o bom, sem dissimulações.

O ator deixou assim de lado a faceta de galã e se introduziu no papel de um indiano da minoria muçulmana - como ele -, apaixonado por uma bela mulher da maioria hindu - como é sua esposa, na vida real - e que sofre na própria pele nos EUA a paranoia islamofóbica após os atentados de 2001 - como na vida real.

"Não, não fui detido nos EUA. Só me formularam durante horas perguntas e mais perguntas, por mera desconfiança contra os muçulmanos", explicou. Para ele, essa é a realidade de tantos outros muçulmanos que, ao contrário dele, não são identificados como superestrela de Bollywood. EFE gc/sa

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