Meu abraço de Natal está vazio , diz Silvana Bianchi, avó de S.G. - Mundo - iG" /

Meu abraço de Natal está vazio , diz Silvana Bianchi, avó de S.G.

¿Estou com meu coração partido¿. Foi assim, com a voz abalada, que a avó de S.G., Silvana Bianchi, descreveu ao iG seu sentimento depois da partida do neto para os Estados Unidos, após uma longa batalha judicial com o pai, o americano David Goldman. ¿Meu abraço da noite de Natal está vazio¿, lamentou.

Rodrigo de Almeida, iG Rio de Janeiro |

Silvana diz que se sente envergonhada de ser brasileira pelo fato de o neto ¿ um brasileiro nato ¿ não ter tido o direito de se manifestar. Até a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, os advogados da família materna de S.G. tentaram convencer a Justiça brasileira a ouvir o menino. A Suprema Corte do meu País não deu a ele a oportunidade de se manifestar. Se ele tivesse essa oportunidade, teria dito o que disse a nós: que gostaria de ficar no Brasil. Mas preferiram impor a lei da mordaça nele, criticou a avó.

Silvana relatou ao iG a última frase que disse a S.G, na hora da despedida: Vá e seja forte como a sua mãe, referindo-se a Bruna Bianchi, que morreu em agosto de 2008, poucas horas depois do parto da filha. Segundo ela, o neto chorou muito porque foi forçado a viajar. Ele saiu muito infeliz, muito nervoso, muito mexido, afirmou.

A avó disse que este será o pior Natal que a Família vai passar. Levar a criança no dia de Natal é covardia. Ele foi separado da irmã (de 1 ano e 3 meses) na véspera do Natal, criticou. Se meu neto fosse um bandido provavelmente receberia um indulto de Natal e estaria comigo. Que País é este? Por isso me sinto desprotegida, emendou.

Para Silvana, a entrega da criança, marcada para o dia 24, tornou a situação da família muito mais complicada, mas garantiu ao outro lado mais mídia. A avó negou a superexposição de S.G. e a creditou à Justiça e ao Consulado dos Estados Unidos no Rio: Disseram para nós estarmos até 9 horas da manhã na frente do Consulado. Assim fizemos. A porta-voz da Embaixada dos EUA no Brasil, Orna Blum, afirmou mais cedo que a avó, o advogado, a família, o padrasto e outros parentes de S.tiveram total acesso ao consulado pela garagem, mas recusaram.

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