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Mercador da Morte diz que jamais esteve na Colômbia ou nos Estados Unidos

Bangcoc, 22 dez (EFE).- O suposto traficante de armas de origem russa Viktor Bout, apelidado de Mercador da Morte, declarou hoje pela primeira vez perante o tribunal tailandês que julga sua extradição aos Estados Unidos para negar todos as acusações das quais é acusado.

EFE |

"Não fiz nada de ruim na Tailândia. Jamais estive na Colômbia ou nos EUA", declarou Bout, de 41 anos e que sempre insistiu em sua inocência, informaram fontes judiciais.

O Departamento de Justiça americana o acusa de "conspiração para dar apoio material a uma organização terrorista estrangeira" e de ter administrado a venda de lança-foguetes e mísseis às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Se for declarado culpado, Bout vai enfrentar uma possível pena de prisão perpétua nos EUA.

A defesa insiste em que o julgamento é uma operação política do Governo colombiano para debilitar as Farc e afirma que Washington não tem competência sobre as atividades do "Mercador da Morte" em outro país.

Inicialmente, ia a ser julgado na Tailândia por um delito de apoio ao terrorismo, que se castiga com um máximo de dez anos de prisão, mas a Promotoria / procuradoria tailandesa retirou os cargos / acusações por falta de provas.

Bout cuja vida inspirou o filme de Hollywood "Lorde of War", viu truncada sua carreira / corrida em a KGB após o colapso da União Soviética e se dedicou então a vender armamento a nações em conflito como Serra Leoa, Angola ou a República Democrática do Congo.

Um relatório da Anistia Internacional de 2005 também lhe implica em redes de tráfico / tráfego / trânsito de armas na Bulgária, Moldávia e Ucrânia, entre outros países.

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