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Julgamento espetáculo de inimigos prejudica Irã, diz Khatami

Por Parisa Hafezi TEERÃ (Reuters) - Autoridades iranianas aumentaram a pressão sobre seus oponentes, montando o que o ex-presidente Mohammad Khatami ridicularizou no domingo como sendo um julgamento espetáculo de 100 reformistas acusados de tentar instigar uma revolução de veludo.

Reuters |

O julgamento foi o lance mais recente de uma campanha oficial para encerrar o desafio daqueles que dizem que a eleição presidencial de 12 de junho foi fraudada para garantir a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, que deve fazer seu juramento ao Parlamento na quarta-feira.

O líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei, que apoiou o resultado da eleição e exigiu o fim dos protestos, irá aprovar formalmente a linha-dura que inicia seu segundo mandato na segunda-feira.

Khatami, que viu muitos de seus aliados mais próximos no banco dos réus neste final de semana, disse que o julgamento viola a constituição do Irã.

"Julgamentos espetáculo como esse vão prejudicar diretamente o sistema e piorar os danos à confiança pública", afirmou em seu site (www.khatami.ir).

Autoridades iranianas negam qualquer fraude na eleição, na qual Ahmadinejad foi declarado vencedor com 63 por cento de 40 milhões de votos apurados, contra 34 por cento de seu rival mais próximo, Mirhossein Mousavi, que afirma que o próximo governo será ilegítimo.

O julgamento em massa de dúzias de reformistas, incluindo autoridades sênior como Mohammad Ali Abtahi, ex-vice-presidente de Khatami, exibido em uniforme de prisioneiro sem seu turbante de clérigo, não tem precedente nos 30 anos de história da revolução islâmica do Irã.

Os procedimentos só foram acompanhados pela mídia estatal.

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