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Joe, o encanador , vira 3º homem da campanha republicana

Macarena Vidal. Washington, 2 nov (EFE).- Desde que o candidato à Casa Branca John McCain mencionou seu nome várias vezes no último debate com o democrata Barack Obama, Samuel Wurzelbacher, conhecido como Joe, o encanador, se tornou uma celebridade e, praticamente, o terceiro homem na campanha republicana.

EFE |

Foi assim que este encanador de 34 anos, - forte, careca e sem uma oratória muito boa, como ele mesmo reconhece -, conquistou a fama, e agora já possui seu próprio agente de relações públicas e tem até planos de entrar na política.

Wurzelbacher se transformou em um herói para a causa republicana quando, no início deste mês, perguntou a Obama sobre as altas de impostos para as empresas que ganham mais de US$ 250 mil anuais.

No debate do último dia 15, em Hempstead, Nova York, McCain mencionou Wurzelbacher pelo menos 20 vezes, o que o transformou em uma celebridade instantânea.

No dia seguinte, "Joe, o encanador" estava em todas as televisões do país, e declarava que era "estranho" ter escutado seu nome tantas vezes durante o debate e admitia que vivia seus "cinco minutos de glória" e que sua fama seria passageira.

Na ocasião, ele se negava a revelar em quem votaria e expressava sua esperança de que sua fama lhe servisse para conseguir mais trabalhos.

Em duas semanas, no entanto, a situação mudou totalmente.

Como ocorre com as celebridades, a imprensa começou a remexer em sua vida e descobriu, entre outras coisas, que ele não tem licença para exercer sua profissão e deve impostos atrasados.

Porém, essas revelações não assustaram Wurzelbacher nem a campanha republicana.

Ele não somente revelou que pensa em votar nos republicanos, mas se transformou em um elemento quase imprescindível nos comícios do partido, nos quais compareceu em várias ocasiões junto à candidata à Vice-Presidência Sarah Palin e ao próprio McCain.

De fato, ele começou a se comportar como uma verdadeira estrela.

Na quinta-feira, McCain comparecia em um comício na localidade de Defiance, em Ohio, junto a Palin e que era para contar com a presença do encanador.

"Acho que hoje temos Joe aqui conosco. Joe, onde você está? Onde está Joe? Será que Joe está hoje por aqui?", chamou McCain ao começar seu discurso no comício.

Joe, no entanto, não apareceu. Perante o silêncio, e enquanto as câmeras de televisão gravavam a cena, o candidato republicano se viu obrigado a sorrir e dizer ao público: "todos os senhores são 'Joe, o encanador'. Portanto todos os senhores podem se colocar de pé e receber meu agradecimento".

O comitê de campanha justificou a ausência do encanador, que estava em sua casa, por um erro de comunicação. Mas, Wurzelbacher compareceu junto ao candidato nos comícios seguintes.

Em um desses atos, o encanador disse aos simpatizantes republicanos que não era nenhum orador e aconselhou aos presentes que "não aceitem as opiniões de qualquer um".

Ele declarou que forma suas "próprias opiniões investigando, se envolvendo no Governo", pois desta maneira a população pode "exigir" aos governantes "que respondam" e "tomar o Governo" em suas mãos.

Para encerrar seu discurso, ele pediu o voto a McCain, a quem chamou de "americano de verdade".

Os discursos de Wurzelbacher parecem ter despertado nele o interesse pela política. Há rumores de que futuramente ele pretende apresentar sua candidatura à Câmara dos Representantes.

Ele também assinou um contrato com uma agência de relações públicas de Nashville, no Tennessee, para que negociem a concessão de entrevistas e, talvez a autoria de um livro.

Um de seus agentes é o produtor de música country Aaron Tippin, o que suscitou os rumores de que "Joe, o encanador" estaria também planejando um futuro artístico.

Wurzelbacher, no entanto, descartou essa possibilidade, revelando que não possui talento para isso.

A fama também chegou a Joe Francis, um encanador de Amarillo, no Texas, que possui um site seu.

Esse encanador, que quase não recebia visitas na internet, já conta com ofertas de "centenas de milhares de dólares" pelo site, segundo afirmou o jornal digital "Silicon Alley Insider". EFE mv/ab/rr

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