Bucareste, 13 jun (EFE).- O autodenominado imperador de todos os ciganos e vice-presidente da Organização Mundial de Ciganos, Florin Cioaba, enviará uma carta à Presidência da Índia para solicitar o esclarecimento das raízes históricas da etnia à qual representa.

Em declarações à emissora romena "RealitateaTV", Cioaba disse que os ciganos ou romanis querem apenas um reconhecimento formal por parte da Índia, despretensiosamente financeiras ou administrativas.

"Surge uma pergunta: se somos uma minoria, deve haver em alguma parte também uma maioria. Nós não temos ainda um reconhecimento oficial", declarou Cioaba.

O dirigente cigano se referiu neste contexto a numerosas semelhanças entre romanis e indianos.

"Temos semelhanças nas tradições, idioma e vestimenta", destacou Cioaba, lembrando que inclusive os símbolos da bandeira dos ciganos se parecem com os da indiana.

Cioaba informou que, junto à carta, enviará à Presidência da Índia uma série de documentos, entre eles um mapa da migração dos ciganos.

"Os romanis procedem do norte da Índia, da fronteira com o Paquistão", disse.

Explicou que saíram dessa região em direção à Europa, Irã, Iraque e uma parte para Armênia e Geórgia e que entraram na Europa por volta dos anos 1100-1200.

O líder cigano sustentou que sua iniciativa está relacionada com recentes atos contra sua etnia na Europa.

"Somos marginalizados e temos cada vez menos direitos", disse Cioaba, de 54 anos, que assumiu o título de "imperador", a coroa maciça de ouro e pedras preciosas e o cetro do mesmo metal em 1997, após a morte de seu pai. EFE av/ma

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