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Ike perde intensidade, mas segue sendo poderoso furacão no Texas

(atualiza com novos dados do NHC) Miami, 13 set (EFE) - O furacão Ike perdeu intensidade nas últimas horas, mas se mantém ainda como um poderoso ciclone de categoria um com ventos de 130 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

EFE |

Conforme cai a força dos ventos, o ciclone aumentou a velocidade de translação para 26 km/h em sua trajetória pelo sudeste do Texas e após deixar a área metropolitana de Houston com graves danos econômicos.

Mais de quatro milhões de pessoas estão sem energia elétrica e serão necessárias de duas a três semanas para voltar a normalidade, segundo o prefeito de Houston, Bill White.

Depois de tocar terra por volta das 4h (em Brasília) em Galveston, litoral do Texas, o olho do ciclone manteve uma trajetória rumo à área metropolitana de Houston e prossegue em direção ao nordeste.

O NHC informou hoje que "Ike" seguirá em direção nordeste durante o resto do dia e que seus ventos se manterão com a intensidade de furacão, ou seja, com uma velocidade superior aos 120 km/h.

O furacão "Ike" entrará totalmente na madrugada de domingo no oeste do estado de Arkansas e paulatinamente perderá intensidade, até se transformar, amanhã, em uma tempestade tropical, mas ainda com ventos em torno dos 100 km/h.

Os furacões tendem rapidamente a perder intensidade conforme entram em terra, mas, no caso de "Ike", a redução da força de seus ventos é muito lenta, pelo que causará grandes danos em toda a região do sudeste do Texas, oeste da Louisiana e, amanhã, em Arkansas.

"Ike" é um enorme ciclone e seus ventos com força de furacão se estendem ainda a 75 quilômetros a partir do centro, enquanto os com intensidade de tempestade chegam a 370 quilômetros, ou seja, abaixo dos 120 km/h.

Toda a área metropolitana de Houston, a quarta cidade mais povoada dos EUA, com 5,6 milhões de habitantes, sofreu chuvas torrenciais e perigosos ventos com força de furacão.

No aeroporto internacional de Houston se registraram ventos superiores aos 131 km/h.

Os meteorologistas temem grandes inundações pelas ressacas com ondas de até nove metros e perdas econômicas multimilionárias, tanto em terra quanto nas plataformas petrolíferas do Golfo do México e as refinarias de petróleo do litoral.

O NHC também advertiu do risco de que se produzam tornados na passagem posterior do furacão, assim como em determinadas zonas da Louisiana e Arkansas.

Na atual temporada de furacões no Atlântico (de 1 de junho a 30 de novembro), foram formadas dez tempestades tropicais e cinco furacões.

Os meteorologistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera americana (NOAA, em inglês) previram que esta temporada seria muito ativa, com a possível formação de 14 a 18 tempestades tropicais, das quais entre sete e dez poderiam chegar a se transformar em furacões. EFE esc/db

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