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Ike paralisa Havana com ventos de 120 km/h

Havana, 9 set (EFE) - Havana está paralisada hoje enquanto o furacão Ike, de categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5, começa a atingir a capital cubana com rajadas de vento de 120 km/ h, da mesma forma que praticamente todo o oeste de Cuba.

EFE |

Grande parte de Havana estava, ao amanhecer, sem eletricidade, devido aos cortes realizados pela companhia elétrica, por segurança, e não havia trânsito.

O vento chegou acompanhado de chuva e fortes ondas sobre o emblemático Malecón da capital cubana.

O furacão "Ike" afeta hoje o oeste de Cuba, após causar, desde domingo, pelo menos quatro mortes, grandes inundações e perdas multimilionárias em cidades, povoados e campos do leste e do centro do país.

Às 9h (em Brasília), o eixo do fenômeno estava apenas 65 quilômetros ao sul de Havana, com ventos máximos sustentados de 130 km/h e seqüências muito superiores.

O diretor de previsões do Instituto de Meteorologia (Insmet), José Rubiera, disse na televisão estatal que a intensidade do ciclone "vai continuar aumentando durante a manhã", à medida que avança a oés-noroeste, e que sua área de influência "cobre todo o oeste de Cuba".

Espera-se que as maiores seqüências sejam registradas na capital entre 10h e 11h (11 e 12h em Brasília), quando tocará terra ao oeste de La Capitana, no sul de Pinar del Río, e horas depois, no momento que "Ike" sair para mar aberto.

A atual trajetória indica que o furacão, mais fraco que quando chegou ao leste de Cuba no domingo à noite, entrará em águas do Golfo do México perto de El Rosario, no norte Pinar del Río, entre as 15h e 16h (16h e 17h em Brasília).

As chuvas associadas ao sistema abrangem todas as províncias, desde Camagüey (leste) até o oeste da ilha.

Os ventos com força de tempestade tropical abrangem as províncias de Isla de la Juventud, Pinar del Río, cidade de Havana , província de Havana e Matanzas (nesta última fica Varadero, o maior pólo turístico cubano).

Rubiera destacou que os efeitos de "Ike" serão "muito menores" que os causados pelo furacão "Gustav", que em 30 de agosto arrasou Pinar del Río e a Isla de la Juventud.

Mais de 1,23 milhão de cubanos - cerca de 12% da população total - foram retirados nos últimos dias de áreas de risco diante da chegada do segundo furacão de grande categoria a atingir a ilha em dez dias, e que, antes, deixou 66 mortos no Haiti.

Ao atravessar Cuba de nordeste a sudoeste, "Ike" reduziu sua categoria de 3 para 1 na escala Saffir-Simpson - que vai até 5 -, mas as autoridades continuam a considerá-lo muito perigoso, especialmente pelas fortes chuvas que o acompanham.

Às 9h (em Brasília), o centro do "Ike" estava em 22,4 graus de latitude norte e 82,4 de longitude oeste, e se movimentava com cerca de 20 km/h. EFE jlp/db

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