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Ike mata 7 em Cuba e autoridades culpam vítimas

Havana, 12 set (EFE).- O furacão Ike causou sete mortes em Cuba esta semana, informou a Defesa Civil, que culpa as vítimas pelo acontecimento por não terem acatado as instruções das autoridades, segundo um comunicado divulgado hoje pela imprensa oficial.

EFE |

O boletim afirma que "a perda das sete vidas humanas na passagem do recente furacão não foi apenas conseqüência direta dos efeitos de "Ike", mas da falta de cumprimento estrito das medidas dadas pelo sistema da Defesa Civil".

O Estado-Maior da Defesa Civil, comandado por militares, afirma que foi "gigantesco" nestes dias "o esforço para preservar as vidas humanas diante do devastador furacão".

"As mais de 2,5 milhões de pessoas protegidas e a utilização de dez mil meios de transporte, sem que acontecesse nenhum acidente, é uma prova da disciplina exemplar de nosso povo e da eficácia das medidas adotadas, até o momento em que estas pessoas impuseram desafios e riscos à execução", acrescenta o comunicado.

A Defesa Civil informou que Pascual Villafaña, de 35 anos, morador da cidade de Camagüey, morreu porque "decidiu abandonar de madrugada a casa de um parente onde estava protegido e retornar à sua, que não tinha condições de segurança".

"Nesse instante houve a queda de uma árvore que quebrou uma parede que caiu em cima dele", diz a nota.

Quanto à Carmelina Diéguez, de 74 anos, da província de Holguín, o comunicado afirma que "vivia em uma casa muito vulnerável e se negou a ir para um lugar seguro apesar da insistência das autoridades locais, que tentaram convencê-la do perigo de permanecer no lugar".

"O efeito dos ventos derrubou a casa e causou sua morte", acrescenta a Defesa Civil.

Antonio Mendoza, de 55 anos, da província de Santiago de Cuba, abandonou a casa do vizinho onde estava protegido, apesar de ter "sido advertido pelos presentes sobre a imprudência que cometia".

"Não obedeceu aos pedidos feitos e foi embora em direção a uma corrente de água, morrendo asfixiado após se afogar", diz o comunicado.

Pedro Córsico, de 76 anos, e Ángel Sánchez, de 35, da província de Villa Clara, morreram quando "desmontavam a antena de casa" mesmo sem ela estar ameaçada pelo furacão.

"A causa foi determinada pela queda da antena sobre o cabo elétrico, ocasionando a eletrocussão imediata de ambos", detalha a Defesa Civil.

Pedro Pablo González, de 55 anos, "foi encontrado sob os escombros após a queda de um velho edifício de três andares" no centro de Havana.

"Na investigação preliminar sobre as causas deste acidente, se soube que González Cervantes e sua família foram retirados do local, mas retornaram, sem esperar a autorização, ao edifício em que moravam e onde aconteceu posteriormente o lamentável acidente", explica o boletim.

Carlos Velázquez, de 53 anos, morador da província das Tunas e membro de uma comissão de evacuação, após sair do trabalho no domingo "foi para sua casa para descansar, pôs um travesseiro e se deitou debaixo da cama, onde dormiu".

"Com os fortes ventos, a parede que era construída no alto da casa de seu vizinho caiu em cima dele, causando sua morte", conclui o relatório oficial. EFE am/fh/rr

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