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Hubble volta à órbita com novas lentes e baterias

Washington, 19 mai (EFE).- O telescópio Hubble, com lentes novas e baterias recarregadas, foi recolocado hoje em órbita e está pronto para impressionar o mundo com imagens do universo, enquanto o ônibus espacial Atlantis já se prepara para voltar à Terra.

EFE |

A Nasa informou que, para concluir a atual missão, de US$ 220 milhões, a astronauta Megan McArthur retirou o telescópio do compartimento superior da nave às 9h57 (de Brasília), soltando-o a uma distância de 563 quilômetros da Terra.

Pouco depois, o comandante do "Atlantis", Scott Altman, ligou por alguns instantes os motores do ônibus espacial e começou a se afastar do "Hubble", até ficar a cerca de 360 quilômetros da Terra, órbita da qual, na sexta-feira, voltará ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.

O "Hubble", que pesa 13 toneladas e já deu mais de 97 mil voltas ao redor do planeta, entrou em órbita há 19 anos. Nesse período, revelou à humanidade imagens impressionantes das confins do universo.

No nono dia da quinta e última missão da nave no "Hubble", Altman manobrou o "Atlantis" para que se posicionasse corretamente e ordenou a abertura das portas do telescópio, que recebeu a luz das estrelas.

Depois, Megan utilizou o braço robótico da nave para retirar o telescópio do compartimento da nave, levantá-lo e liberá-lo. Nessa hora, o "Atlantis" encontrava-se sobre o Oceano Atlântico e se movia em direção à costa da África a 27 mil km/h.

Durante vários dias da missão, o telescópio ficou num compartimento do "Atlantis" enquanto os astronautas trocavam baterias, limpavam mecanismos e instalavam equipamentos que melhorarão a capacidade de observação do instrumento.

Apesar do bem-sucedido trabalho dos astronautas, no ano que vem a Nasa aposentará suas naves, algumas das quais estão em operação desde 1981 e que, em duas ocasiões, explodiram, matando 14 astronautas.

O "Atlantis" decolou para a atual missão no dia 11 de maio. Sua nave-irmã, a "Endeavor", ficou pronta numa rampa de lançamento caso houvesse a necessidade de uma missão ser enviada para salvar os astronautas no espaço.

Para realizar os trabalhos no "Hubble", o "Atlantis" atingiu uma órbita muito acima da faixa na qual fica posicionada a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Entre os novos equipamentos do telescópio, destaca-se um aparelho que observará a luz emitida por quasares extremamente afastados da Terra para registrar as alterações geradas por gases que atravessam galáxias distantes.

Isto permitirá que os cientistas descubram a composição desses gases, como mudaram ao longo do tempo e de que forma afetam as galáxias.

Além disso, uma nova câmera acoplada ao "Hubble" permitirá a obtenção de imagens de alta resolução e extremamente claras e detalhadas, com uma gama muito variada de cores.

Com freqüências de onda ultravioleta e infravermelha, esta é a câmera com tecnologia mais avançada que já instalada no "Hubble".

"Esta missão foi extremamente interessante", disse Altman, depois que ontem foram concluídos os trabalhos no telescópio. EFE jab/pg/sc

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