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Heróis do resgate de avião que pousou em rio em Nova York são homenageados

NOVA YORK - Nova York homenageou hoje seus novos heróis, os membros de entidades públicas e privadas que ajudaram a resgatar os 155 ocupantes do avião que pousou no rio Hudson nesta quinta-feira, 15, enquanto as autoridades federais iniciaram a investigação para descobrir as causas do acidente.

Redação com EFE |

Nesta sexta-feira, tudo foram flores na Prefeitura, onde o prefeito Michael Bloomberg entregou certificados de reconhecimento a policiais, bombeiros e outros membros das equipes de emergências que foram rapidamente socorrer os sobreviventes do avião.

"É um dia para agradecer a Deus, para ter um sorriso em nossos rostos e perceber que, se trabalharmos juntos, podemos fazer qualquer coisa", afirmou Bloomberg, que tentará este ano a reeleição para um terceiro mandato.

Também compareceu ao ato o presidente e executivo-chefe da US Airways, Doug Parker, que expressou o agradecimento da empresa à cidade e elogiou a habilidade da tripulação. No entanto, ele não forneceu nenhum detalhe sobre as causas do pouso forçado devido à investigação federal em andamento.

"Não posso dizer nada sobre nossa tripulação ou do que fizeram", assegurou Parker.

Ele destacou que a companhia está colaborando com o Comitê Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos (NTSB, sigla em inglês) para determinar o que obrigou o voo 1549, com destino a Charlotte, na Carolina do Norte, a abortar sua viagem pouco após deixar o aeroporto de LaGuardia.

"Estamos muito agradecidos com a forma como os nova-iorquinos e as pessoas no local se uniram para ajudar os passageiros e a tripulação", ressaltou, e acrescentou que os funcionários da empresa estão "em bom estado".

A imprensa nova-iorquina destinou todos os recursos e energia para conseguir entrevistas dos passageiros, muitos dos quais afirmaram que viram a morte de perto após notarem que o avião se precipitava em direção às águas geladas do Hudson.

Também não pouparam elogios ao piloto do Airbus 320, Chesley B. "Sully" Sullenberger, pelo pouso perfeito que realizou, e às pessoas que foram resgatar os ocupantes do avião.

Vince Lombardi, capitão da empresa NY Waterway, que opera os ferrys que prestam serviço em torno de Manhattan, e um dos primeiros a iniciar o resgate, afirmou que se sentiu "aflito e um pouco assustado" ao perceber que o que via sobre as águas do Hudson não era um barco, e sim um avião com gente a bordo.

"Alguns estavam felizes, outros gritavam 'Tirem a gente da água, por favor, estamos congelando'", contou, ao ser perguntado sobre a reação dos passageiros ao notar a aproximação do barco.

Uma fonte dos serviços de emergência do Departamento de Bombeiros ressaltou que uma pessoa que permanecesse entre dois e três minutos nessas águas, que registravam uma temperatura próxima a zero grau Celsius, "sofreria uma elevada hipotermia, possivelmente com fatais consequências".

Tanto Bloomberg como outros presentes na entrevista não puderam especificar o número de pessoas resgatadas das águas. Lombardi afirma que conseguiu retirar dois ocupantes do avião.

O chefe de Bombeiros, Nicholas Scoppetta, disse que um bote de emergências que fica pronto para incidentes nesse rio demorou só sete minutos para chegar à aeronave.

Além disso, a primeira ambulância chegou ao local em um 1 minuto e 12 segundos, enquanto o primeiro ferry e os mergulhadores da Polícia demoraram cinco minutos para se aproximar do avião.

Bloomberg destacou que nenhum dos ocupantes ficou gravemente ferido, com exceção de uma aeromoça que fraturou uma perna.

O prefeito nova-iorquino reiterou que nem o piloto nem o co-piloto explicaram os detalhes do incidente, devido à investigação federal em andamento, e elogiou mais uma vez a perícia da tripulação.

"O avião não se partiu por causa da forma como o piloto o pousou e os depósitos de combustíveis não se abriram", ressaltou Bloomberg, que acrescentou que os investigadores -que agora têm que revisar as caixas-pretas- terão cuidado para que isso não ocorra, ao tirar o avião da água.

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