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Hanna se afasta de Haiti e R. Dominicana após matar dezenas

Santo Domingo/Porto Príncipe, 3 set (EFE).- A tempestade Hanna, a oitava da temporada, se afasta hoje lentamente da ilha Hispaniola após causar 38 mortes no Haiti e obrigar mais de 6.

EFE |

200 dominicanos a abandonar seus lares, segundo informações das autoridades dos dois países.

O Haiti, que mal havia se recuperado dos danos causados pelo furacão "Gustav", que deixou 79 mortos em sua passagem pelo país, foi severamente castigado por "Hanna".

A tempestade já começou a se deslocar rumo às Bahamas e pode se transformar em furacão amanhã ou na próxima sexta.

Segundo os últimos dados fornecidos pelo escritório de Defesa Civil local, 38 pessoas morreram no Haiti devido às inundações provocadas pelo fenômeno.

O escritório de Defesa Civil confirmou que o nível das águas caiu um pouco em Gonaives, onde foi encontrada a maioria dos corpos das vítimas.

Segundo ele, as autoridades organizam hoje a distribuição de cinco mil rações de comida na região.

O prefeito de Gonaives, Stephen Moise, ressaltou que grande parte da ajuda de emergência está paralisada na cidade de Saint-Marc.

A situação é tal que muitas pessoas estão ligando para as emissoras de rádio para pedir pão, água e lâmpadas, enquanto continuam nos tetos das casas pelo segundo dia consecutivo devido às inundações.

O prefeito disse que, por enquanto, é impossível avaliar os danos materiais gerados por "Hanna" em Gonaives.

As chuvas intermitentes continuam em várias regiões dos oito departamentos locais afetados por "Hanna".

Em Porto Príncipe, o sol saiu brevemente e foi realizada grande parte das atividades econômicas e sociais.

Em alguns setores da capital, trabalhadores recolhiam as árvores derrubadas pelos fortes ventos.

O sistema elétrico também foi afetado e, por isso, equipes da companhia nacional de eletricidade trabalham para melhorar a situação.

As autoridades mantêm em toda a metade norte do país o nível de alerta vermelho, o máximo, perante as fortes chuvas, ventos e inundações, enquanto no resto do território o grau de vigilância é amarelo.

Na República Dominicana, "Hanna" obrigou a evacuação de 6.265 pessoas, afetou 1.253 casas e deixou sem serviço de eletricidade muitos bairros de Santo Domingo.

Além disso, obrigou a suspensão das aulas em todo o país e, segundo fontes aeroportuárias disseram à Agência Efe, também gerou o cancelamento de quatro vôos para os Estados Unidos, e outros dois que iriam para Porto Rico.

"Hanna" também afetou três pontes e uma estrada e mantém sem comunicação uma localidade, segundo precisou o Centro de Operações de Emergências (COE), cujo diretor, Juan Manuel Méndez, anunciou a evacuação obrigatória das pessoas que residem em regiões vulneráveis.

No entanto, o subdiretor do Escritório Nacional de Meteorologia (Onamet) dominicano, Miguel Campusano, disse à Efe que em algumas localidades do país, principalmente na parte central, não se observa tantas nuvens, mas alertou sobre mais precipitações para as próximas 24 horas.

O meteorologista disse que a situação pode melhorar na quinta-feira e informou que a Onamet avalia retirar o aviso de tempestade tropical que mantém para a costa norte do país, desde Puerto Plata até a baía de Manzanillo.

"Hanna" se movimentava às 15h (Brasília) de hoje para nor-noroeste a cerca de 17 km/h. Por isso, se espera que o centro da tempestade passará pelo leste das zonas central e noroeste das Bahamas nos próximos dois dias, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA. EFE gp/rr

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