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Gustav se torna o primeiro grande desafio das petrolíferas desde 2005

Washington, 1 set (EFE) - As petrolíferas enfrentam hoje seu primeiro grande desafio no litoral do Golfo do México desde 2005, já que a chegada do furacão Gustav obrigou as empresas a evacuar suas plataformas e a reduzir drasticamente sua produção.

EFE |

O olho do furacão "Gustav" tocou terra pouco antes do meio-dia (hora local) ao oeste de Nova Orleans, nos Estados Unidos, mas as petrolíferas já notaram o devastador impacto do fenômeno antes de sua chegada.

Segundo o Serviço de Gestão de Minerais (MMS, na sigla em inglês) americano, os trabalhadores de mais de 70% das plataformas foram evacuados nos últimos dias e 96% da produção, cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo por dia, foram suspensos.

O Golfo do México produz normalmente cerca de 1,3 milhão de barris de petróleo ao dia, especificou a fonte.

Aproximadamente 82,3% da produção de gás foram cancelados por causa do furacão "Gustav", que representa a maior ameaça para a indústria desde que "Katrina" e "Rita" destruíram mais de cem plataformas petrolíferas em 2005 e provocaram o fechamento de várias grandes refinarias durante meses.

Pelo menos nove refinarias, que representam 12,5% da capacidade de refino americano, fecharam suas instalações, informaram veículos de comunicação econômicos.

Enquanto isso, outras grandes fábricas do litoral do Golfo, incluindo as de Baytown (Texas) e Baton Rouge (Louisiana) da ExxonMobil, as duas maiores dos EUA, reduziram drasticamente seus níveis de processamento e recursos.

As companhias energéticas atingidas não terão muita informação sobre o estado de suas plataformas até que possam realizar vôos de reconhecimento, quando tiver passado o pior de "Gustav".

As primeiras informações depois da chegada à terra do furacão indicam que ele não foi tão devastador quanto o "Katrina", mas, mesmo assim, são esperados prejuízos econômicos consideráveis.

Por enquanto, as conseqüências de "Gustav" já foram notadas nos contratos de futuros do petróleo com vencimento em outubro, que perderam hoje 2,6%, até US$ 112,45, no mercado eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

As negociações eletrônicas, que logo começaram para poder dar aos investidores a possibilidade de reagir ao "Gustav", serão incluídas no pregão de amanhã, pois hoje é feriado nos EUA pelo Dia do Trabalho. EFE cae/rb/db

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