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Gustav pode ser nome de outro furacão, ao contrário de Katrina e Mitch

Genebra, 2 set (EFE).- Gustav, que deixou em sua passagem pelo Caribe e pelo sul dos Estados Unidos - como furacão - cerca de cem mortos, pode ser o nome de outro fenômeno como esse em 2014, mas, por outro lado, não haverá mais um Katrina ou Mitch, segundo o sistema de identificação de ciclones da ONU.

EFE |

Os nomes dos furacões e tempestades tropicais seguem um sistema de rodízio estabelecido, mas não voltam a ser usados quando tiveram conseqüências tão graves em vidas ou em destruição que a nova utilização da nomenclatura "seria inadequada, por razões de sensibilidade", disse hoje uma porta-voz da Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

Entre os nomes de furacões que não voltarão a ser usados estão "Katrina", que atingiu os Estados Unidos em 2005; "Mitch", que açoitou Honduras em 1998, e "Tracy", que devastou Darwin (Austrália) em 1974.

Atualmente, existem seis listas formadas por 21 nomes cada em ordem alfabética, que são usados de forma rotatória. Assim, a lista usada em 2008 será utilizada novamente em 2014.

A prática de dar nome aos furacões começou nas primeiras décadas do século XX, com o objetivo de ajudar a identificar rapidamente os ciclones tropicais nas mensagens de alarme, já que nomes são mais fáceis de lembrar que os termos técnicos com letras e números.

As vantagens deste sistema foram comprovadas para a troca de informações entre centenas de estações meteorológicas, bases litorâneas e navios, por exemplo.

No início, os nomes eram escolhidos ao acaso e, assim, por exemplo, um furacão que quebrou o mastro de um navio chamado Antje passou a ter o mesmo nome.

Em meados do século passado, começaram a ser usados nomes femininos para os furacões e tempestades.

No entanto, a fim de criar um sistema mais organizado, os meteorologistas decidiram depois usar nomes de uma lista ordenada por ordem alfabética, de modo que a primeira tempestade tropical de cada ano tenha um nome que comece pela letra A.

Em 1979, foram colocados também nomes masculinos nas listas, que são alternados desde então com os femininos.

Quando ocorre o caso de um ciclone que causou muita destruição e cujo nome deve ser eliminado das listas, o Comitê da OMM para Ciclones Tropicais se encarrega de apagar o nome em sua reunião anual.

De acordo com a lista de tempestades previstas para este ano no Atlântico norte, depois de "Gustav" veio "Hanna", em seguida virá "Ike", enquanto a última do ano será "Wilfred". A primeira de 2009 será "Ana". EFE vh/an

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