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Gustav e Hanna põem em xeque Caribe e EUA

Sonia Osorio Miami, 29 ago (EFE).- O furacão Gustav e a tempestade tropical Hanna colocam em xeque Caribe e Estados Unidos, justamente no momento em que a temporada de furacões do Atlântico se encontra em sua fase mais ativa.

EFE |

"Gustav" castigou como furacão o Haiti e a República Dominicana e como tempestade a Jamaica. Agora, se prepara para chegar as ilhas Cayman e Cuba como um furacão de categoria um antes de avançar em direção à Louisiana, nos EUA, como um ciclone de grande intensidade.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) americano, com sede em Miami, prevê que "Gustav" pode passar a ser um furacão de categoria três antes de chegar ao oeste de Cuba no sábado, com ventos devastadores de entre 178 a 209 km/h.

"Gustav" se transformou na terça-feira no terceiro furacão da temporada no Atlântico, com categoria um, e atingiu República Dominicana e Haiti com ventos que chegaram a ser de 150 km/h.

Como furacão, causou pelo menos 67 mortos no Haiti e na República Dominicana e depois, quando já tinha perdido forças e se tornado uma tempestade, deixou três pessoas mortas na Jamaica.

Enquanto "Gustav" ganha intensidade outra vez, a tempestade "Hanna" tem na mira Cuba e o arquipélago das Bahamas.

"Hanna", segundo as previsões do NHC, pode se transformar em furacão no domingo.

Dennis Feltgen, meteorologista do NHC, disse à Agência Efe que a presença de duas tempestades tropicais no Atlântico não é atípica nesta época.

"Estamos na parte mais ativa da temporada que vai entre meados de agosto e meados de outubro. Setembro é o mês pico, portanto não é incomum que tenhamos uma ou duas tempestades (tropicais) se aproximando no Dia do Trabalho (próxima segunda-feira)", explicou o especialista.

Durante essa fase tendem a se formar mais tempestades tropicais porque a temperatura das águas é mais quente que em outros meses, um dos fatores que aumenta a potência das tempestades e furacões.

Segundo o especilista, o NHC já previa "uma temporada ativa este ano porque todos os ingredientes estão em seu lugar para isso".

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, em sua sigla em inglês), em sua previsão atualizada de agosto, apontou que haverá uma maior atividade este ano com a formação de 14 a 18 tempestades tropicais das quais entre sete e dez podem se transformar em furacões.

Em uma temporada de furacões média, se formam onze tempestades, seis furacões e, destes, dois são de categoria mais elevada.

Essa maior atividade está relacionada também aos efeitos de "La Niña", fenômeno climático na zona equatorial do Pacífico que aumenta a probabilidade de que a atividade de ciclones seja alta ou acima do normal.

Além disso, persiste o que é conhecido como multi-década tropical, uma combinação das condições atmosféricas com o oceano que produz um aumento na atividade ciclônica desde 1995.

Um indicativo de que a temporada atlântica de 2008 é mais intensa que a passada foi a atividade registrada em julho com a formação de três tempestades e dois furacões.

Um desses ciclones se transformou em um poderoso furacão de categoria três que não ameaçou zonas povoadas.

Em agosto, se formaram quatro tempestades e um furacão, "Gustav", que depois foi degrado a tempestade tropical até voltar hoje outra vez a furacão.

"Gustav" tem ventos máximos sustentados de 120 km/h e se desloca em direção às ilhas Cayman.

Segundo a projeção do NHC, o centro de "Gustav" atingirá as ilhas Cayman ainda hoje e avançará no sábado rumo à costa oeste de Cuba para depois entrar no sul do Golfo do México no domingo.

O centro de "Gustav" se movimenta em direção a oeste noroeste a 18 km/h e espera-se que chegue na terça-feira à Louisiana, arrasada em 2005 pelo furacão "Katrina". Porém , o mais provável é que a cidade de Nova Orleans não seja afetada diretamente.

Seu centro estava às 15h (Brasília) de hoje perto da latitude 18,8 graus norte e da longitude 79,3 graus oeste, 200 quilômetros a lés-sudeste de Gran Caimán (ilhas Cayman) e 685 quilômetros a lés-sudeste do oeste de Cuba.

Enquanto isso, "Hanna", a oitava tempestade tropical da temporada, mantém ventos de 85 km/h. EFE sob/bm/rr

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