A rainha do Egito Cleópatra VII, chamada a grega por pertencer à dinastia ptolomaica, de origem macedônia, tinha na verdade sangue africano nas veias, anunciou a BBC em documentário.

Nascida em 69 antes de Cristo, Cleópatra pertencia à dinastia macedônia dos Lagide, procedente do general Ptolomeu, que se tornou rei do Egito após a divisão do império de Alexandre.

Logo, a rainha, que dirigiu o Egito de 51 a 30 antes de Cristo, era considerada de origem europeia, e não africana.

No entanto, o documentário da BBC intitulado "Cleópatra: Retrato de uma assassina", que será divulgado no dia 23 de março, afirma que análises mostraram que restos humanos encontrados em um túmulo na Turquia eram os de uma irmã de Cleópatra, a princesa Arsinoé IV, morta por ordem da rainha do Egito.

Um estudo de seu crânio mostrou que Arsinoé tinha características africanas, o que significaria que Cleópatra também teria origens africanas, segundo o documentário.

"O fato de a mãe de Arsinoé ser africana é realmente sensacional, e permite ver a família de Cleópatra sob um novo ângulo", declarou Hilke Thuer, da Academia austríaca das Ciências, que comandou a equipe de pesquisadores.

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