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Granma assegura que EUA continuam investindo em subversão em Cuba

Havana, 5 ago (EFE).- O jornal Granma, porta-voz do governante Partido Comunista de Cuba, assegurou hoje que os Estados Unidos continuam investindo em subversão na ilha e nos países progressistas da América Latina.

EFE |

"Há uma ofensiva imperial contra a América Latina progressista que se está intensificando no momento rumo aos países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba)", afirma o jornal.

A Alba foi criada pelos Governos de Cuba e da Venezuela e é formada pela Nicarágua, Bolívia e Equador, além de outros países.

"Em Cuba, não só os investimentos subversivos de Washington não diminuíram, mas cresceram e se aguçaram, através de novas tecnologias e novos meios de comunicação", acrescenta um dos artigos do diário que denunciam a "subversão" americana.

Em outro artigo, o jornal afirma que Washington encorajou o chamado "Maleconazo", no dia 5 de agosto de 1994, quando houve distúrbios no litoral de Havana, em um momento em que a ilha vivia o "período especial", eufemismo para se referir à depressão em Cuba, com o fim da União Soviética.

Essa foi "outra grande batalha ganhada por Fidel (Castro, então presidente) e seu povo, sem tiros, nem mortos, frente a quem alterou de forma violenta a ordem pública, encorajado pelos EUA", afirma o "Granma", em nota que foi reproduzida por outros meios de comunicação oficiais da ilha.

O jornal cita a escritora venezuelana Eva Golinger, que diz que Washington segue tentando desestabilizar a revolução cubana por meio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) e outros mecanismos.

"Seu principal financiamento vem do Fundo de Apoio Econômico, uma divisão financeira do Departamento de Estado", que forneceu mais de US$ 65 milhões "à chamada transição rumo à democracia em Cuba durante os dois últimos anos", diz o "Granma".

"Para 2010, serão destinados US$ 20 milhões adicionais", acrescenta o jornal, e menciona outras agências e fundos destinados, segundo Eva, para o mesmo objetivo.

O jornal porta-voz do Partido Comunista afirma que a USAID começou como "braço financeiro" do Departamento de Estado e foi se transformando em um dos atores principais da "contra-insurgência", sob a nova doutrina de "guerra irregular" de Washington.

Eva assegura que o atual presidente americano, Barack Obama, assinou essa doutrina no início do ano. EFE am/pd

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