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Fundo verde de Copenhague depende de acordo sobre clima--UE

NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - A hesitação da China e da Índia em apoiar formalmente o acordo de Copenhague sobre o clima pode colocar em risco os 30 bilhões de dólares de ajuda ao mundo em desenvolvimento para lidar com a mudança climática, disse uma importante autoridade da União Europeia na quarta-feira. Cerca de 100 países assinaram o Acordo de Copenhague para combater a mudança climática, dois meses depois de ele ser aprovado em uma reunião de cúpula em dezembro, indicaram documentos na terça-feira.

Reuters |

China, Índia e Rússia são os maiores emissores de gás-estufa que ainda têm de deixar claro se aprovarão por completo o acordo, que estabelece como meta limitar o aumento das temperaturas mundiais a menos de 2 graus centígrados.

Sob o pacto não vinculante, os países ricos também planejam doar 30 bilhões de dólares em ajuda para nações em desenvolvimento lidar com o clima entre 2010 e 2012, elevando para 100 bilhões por ano a partir de 2020, boa parte por meio do "Fundo Verde de Copenhague para o Clima."

Karl Falkenberg, diretor-geral da Comissão Europeia para o clima, afirmou nesta quarta-feira que o fundo seria apenas disponibilizado "no contexto de uma agenda internacional que leve à redução das emissões de CO2."

"Não é dinheiro por nada em troca, é dinheiro que vem com um resultado onde todos fazem um esforço; assim, estamos ajudando os países em desenvolvimento a fazer um esforço maior do que poderiam fazer por conta própria", disse ele a jornalistas durante uma conferência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nusa Dua, na ilha de Bali, na Indonésia.

Falkenberg sugeriu que, em especial, os países que não apoiarem totalmente o Acordo talvez não se qualifiquem para receber a verba. A China já disse que não espera ser um grande recebedor.

"Se os países hesitam em se comprometer com o Acordo de Copenhague, que criou esse fundo verde, então é difícil falar sobre o fundo verde com os países que não estão certos se estão dentro ou fora e se o querem", disse Falkenberg.

"Precisamos observar uma prontidão para trabalhar com o Acordo."

A China disse em Copenhague no ano passado que não queria nenhuma parcela do fundo verde. Um porta-voz do secretário britânico para Energia e Mudança Climática, Ed Miliband, afirmou este mês que a ajuda não seria condicionada à cooperação dos grandes poluidores.

A China e a Índia apresentaram suas metas de emissão dentro do Acordo, mas não chegaram a dizer se querem ser incluídas como "associadas," usando a linguagem formal do acordo.

(Reportagem de Sunanda Creagh)

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