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El Niño pode atenuar atual temporada de furacões no Atlântico

Sonia Osorio. Miami, 29 mai (EFE).- O fenômeno meteorológico El Niño e as baixas temperaturas na superfície marinha devem reduzir a intensidade da temporada de tempestades tropicais e furacões nos Estados Unidos, no Caribe, na América Central e no México em 2009, disseram hoje especialistas da área.

EFE |

A expectativa é de que a temporada no Oceano Atlântico, que começa no próximo dia 1º e termina em 30 de novembro, apresente 14 tempestades tropicais e entre quatro e sete furacões, dos quais entre um e três seriam de categoria maior (3, 4 e 5) na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5.

Segundo os especialistas do Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês) de Miami (EUA), a temporada será "praticamente normal", levando em conta que, em média, há a formação de 11 tempestades tropicais e seis furacões, dos quais dois alcançam categorias maiores.

"Existe a possibilidade de que o fenômeno 'El Niño' se desenvolva, talvez em agosto e setembro, meses de pico da temporada.

Quando ele está presente, a formação de furacões no Atlântico diminui", disse Gladys Rubio, meteorologista do NHC, à Agência Efe.

Outro fator que influencia uma menor atividade de tempestades e furacões é a formação de "ventos fortes vindos do leste presentes desde o início do ano, que mantiveram a temperatura marinha mais fria do que o normal ao longo do Atlântico".

As águas quentes são o combustível dos furacões. Se a temperatura da superfície marinha chegar a 26,5°C, há a probabilidade de uma maior formação de ciclones - atualmente, esse número está entre 23 e 24°C.

"Teremos que esperar para ver o que acontece nos próximos meses, porque há fatores que favorecem uma temporada de furacões ativa. Um deles é o fato de que vivemos a época de maior atividade desde 1995, e a expectativa é de que persista", preveniu Rubio.

A ativa e letal temporada anterior trouxe a formação de 16 tempestades e oito furacões. Destes, cinco foram de categoria maior.

Em 2008, a fúria desses fenômenos deixou pelo menos 845 mortos e provocou danos de US$ 10,5 bilhões, principalmente em Cuba, Haiti e EUA, segundo dados do meteorologista William Gray, da Universidade do Colorado.

Os mais ferozes foram a tempestade tropical "Hanna", que deixou 536 mortos durante sua passagem pelo Caribe - quase todos no Haiti - e o furacão "Ike", que matou 143 pessoas, seguido pelo ciclone "Gustav", que vitimou 138.

Segundo Rubio, o importante durante as temporadas de furacões é que as pessoas estejam preparadas para proteger suas vidas e propriedades, porque apenas um fenômeno meteorológico é suficiente para devastar uma zona povoada.

Ela lembrou a passagem do violento furacão "Andrew", que em agosto de 1992, no início de uma temporada pouco ativa, varreu o sul do estado da Flórida e deixou 23 mortos nos EUA e nas Bahamas, além de danos da ordem de US$ 26,5 bilhões.

Gerry Bell, meteorologista da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA, em inglês), concordou com Rubio ao dizer que as previsões não falam apenas do número de tempestades tropicais e furacões que podem se formar, mas também de "agir" em relação a eles.

A lista de nomes para as tempestades tropicais e furacões desta temporada são "Ana", "Bill", "Claudette", "Danny", "Erika", "Fred", "Grace", "Henri", "Ida", "Joaquin", "Kate", "Larry", "Mindy", "Nicholas", "Odette", "Peter", "Rose", "Sam", "Teresa", "Victor" e "Wanda".

A Organização Meteorólogica Mundial (OMM), com sede em Genebra, retirou "Hanna", "Gustav" e "Ike" das seis listas de nomes que são alternadas anualmente devido às mortes e aos danos que causaram. EFE so/bba

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