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É preciso encarar como um fim de semana no camping , diz Berlusconi

LAQUILA - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cometeu mais uma gafe ao discursar para as pessoas que perderam as casas após o terremoto que devastou a região central da Itália. Ele aconselhou os sobreviventes do terremoto, alojados provisoriamente em barracas, a encarar a situação como um fim de semana de camping.

Redação com AFP |

"Não falta nada a eles, têm atendimento médico, comida quente. Claro que o refúgio atual é completamente provisório, mas, justamente, é preciso encarar como um fim de semana no camping", afirmou ao ser questionado sobre a situação dos desabrigados.

As autoridades italianas calculam o número de desabrigados em 17.000 na região de L'Aquila. O terremoto de segunda-feira matou pelo menos 260 pessoas e deixou quase 1.000 feridos, muitos em estado grave.

AP
Pessoas que perderam as casas foram colocadas em tendas de acampamento
Pessoas que perderam as casas foram colocadas em tendas de acampamento

260 mortos

O número de mortos em consequência do terremoto que devastou a região central da Itália na segunda-feira subiu nesta quarta-feira para 260, incluindo 16 crianças, informou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi.

Segundo os números divulgados por Berlusconi, que está na cidade de L'Aquila, epicentro do terremoto, nove corpos ainda não foram identificados.

Berlusconi confirmou ainda que o funeral solene será celebrado na Sexta-Feira da Paixão pelo bispo de L'Aquila, monsenhor Giuseppe Molinari.

Milhares de sobreviventes do pior terremoto do país em três décadas passaram a noite em tendas, enquanto uma série de tremores secundários atingia a montanhosa região de Abruzzo, o que obstruiu os trabalhos de resgate e causou pelo menos mais uma morte.

Igreja de Santa Maria Paganica, em L'Aquila, foi destruída
Igreja de Santa Maria Paganica, em L'Aquila, foi destruída

Os novos tremores aconteceram durante toda a noite, aumentando a tensão entre a população local.

O mais violento desde segunda-feira, ao anoitecer, fez as equipes de resgate se dispersarem e derrubaram prédios que já estavam abalados, inclusive parte da basílica e da estação de trens de L'Aquila, cidade histórica que foi a mais devastada.

Estado de emergência

"Aconselhamos as pessoas a não voltarem para suas casas", disse o primeiro-ministro Silvio Berlusconi em entrevista coletiva em L'Aquila. Ele declarou estado de emergência nacional e enviou tropas para a área. Também forneceu barracas e 16 cozinhas móveis para acomodar e alimentar cerca de 14 mil desabrigados.

Centenas de pessoas, muitas delas voluntariamente, usam escavadeiras ou as próprias mãos para remover os escombros. As equipes de resgate comemoraram a retirada com vida de uma moça de 20 anos, que passou 42 horas sob os destroços de um prédio de quatro andares. Ao longo da terça-feira, porém, o número de mortos subiu constantemente.

Um bombeiro da cidade portuária de Pescara, que foi a L'Aquila participar do trabalho, desabou em prantos ao encontrar o corpo da sua enteada, que estudava na universidade local.


Epicentro do terremoto foi em L'Aquila, no centro da Itália


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