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Dolly fica mais fraco; furacão deve voltar a virar tempestade

Miami - Depois de atingir South Padre Island (Texas) com ventos máximos de 160 km/h, o furacão Dolly perdeu força e deve voltar a virar uma tempestade tropical.

Redação com agências internacionais |

Em seu boletim das 21h (de Brasília), o Centro Nacional de Furacões

AP
AP
Homem se segura em placa para não ser
levado pelos fortes ventos do furacão Dolly

(NHC, em inglês), com sede em Miami, informou que os ventos do "Dolly" caíram para 120 km/h.

O furacão, de categoria um na escala Saffir-Simpson - que vai até cinco -, provoca chuvas fortes sobre o sul do Texas.

Embora o ciclone esteja perdendo força, continuam vigorando os alertas de furacão para a costa do Texas, de Brownsville até o sul da baía de Baffin, e para o nordeste do litoral mexicano, de Rio San Fernando até a fronteira norte entre México e Estados Unidos.

Às 21h (de Brasília), o olho do "Dolly" estava 95 quilômetros a noroeste de Brownsville, no estado do Texas, e se deslocava para oeste-noroeste a 16 km/h.

O NHC também alertou para a possibilidade de hoje serem registrados tornados isolados em zonas do sul do Texas.

O furacão chegou na fronteira com o México como categoria 2 na escala Saffir Simpson, que vai até cinco. A Marinha mexicana disse ter encontrado o corpo de um pescador que desaparecera na península do Yucatán (sudeste) quando "Dolly" passou por lá -- foi a única vítima até agora.

O furacão iniciou seus estragos a partir das 14h de Brasília em South Padre Island e seguiu em direção a Port Isabel, Bahía Grande e Brazos Santiago Pass, 50 quilômetros ao nordeste de Brownsville, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, em inglês), com sede em Miami (Flórida).

As cidades mexicanas que podem sofrer mais com o furacão são as da faixa norte do estado - Matamoros, Valle Hermoso, San Fernando, e Soto la Marina - onde vivem cerca de 605.200 pessoas. .

Também são previstos prejuízos nas cidades de Nuevo Laredo e em Monterrey, capital de Nuevo León, ambas no México, assim como em Brownsville, Corpus Christi e Victoria, nos EUA.

No centro de Matamoros, que se encontra a 60 km ao sul da cidade americana de Isla del Padre, a Defesa Civil recomendou à população que não saia de casa enquanto a chuva aumentar. Metade dos cerca de seus 500 mil habitantes ficaram sem água potável devido a um problema técnico ocorrido em uma das principais usinas de tratamento por causa dos fortes ventos, acrescentou.

Estado de atenção

Nas primeiras horas de incidência do "Dolly", as tarefas de retirada não devem continuar para não colocar em risco a vida das pessoas que podem ser realojadas.

O último boletim do Sistema Nacional de Defesa Civil do México emitido às 14h30 de Brasília pede "máxima atenção" à população em uma faixa de 240 quilômetros desde a localidade de La Pesca até Matamoros.

EFE
EFE
Mexicanos buscam proteção em abrigos
O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) mexicano indicou em seu último aviso às 13h de Brasília que o "Dolly" se deslocava a 11 km/h, mas estava em processo de desaceleração.

"A muralha dianteira do furacão bate o norte de Tamaulipas", detalhou o órgão, que mantém como "forte" o índice de periculosidade pelo furacão.

O "alerta vermelho" (perigo máximo) está mantido em Tamaulipas e nas fábricas petrolíferas no nordeste do México. Em Nuevo León, estado vizinho a Tamaulipas onde se prevêem chutas fortes em poucas horas, já se estabeleceu o sinal "laranja".

A Petróleos Mexicanos (Pemex) retirou 66 trabalhadores de uma plataforma localizada em frente à costa de Tampico, no sul de Tamaulipas, mas não interrompeu suas atividades.

Em alerta "amarelo" (perigo moderado) estão a zona central e oriental de San Luis Potosí, estado do norte do México, e o norte de Veracruz, também no golfo, onde se esperam prejuízos menores.

A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) enviou à região mil trabalhadores, dois helicópteros e 42 veículos, assim como equipes de comunicações e materiais que podem ser utilizados em consertos.

"Dolly" chega ao Texas

O primeiro lugar a ser atingido no Estado do Texas foi a ilha Padre do Sul, onde o vento arrancou telhados, dobrou palmeiras e deixou milhares de habitantes sem energia. Nas primeiras horas em terra, o furacão já provocou 300 milímetros de chuvas.

'Meu píer foi derrubado, o prejuízo até agora é de uns 50 mil dólares', contou Russell Stockton, que opera uma empresa que leva turistas para verem golfinhos.

'O principal dano desta tempestade provavelmente será a inundação no interior', disse John Nielsen-Gammon, climatologista oficial do governo texano e professor da universidade local A&M.

Reuters
Reuters
Imagem de satélite mostra furacão
perto da costa mexicana
A tempestade não afetou a produção de petróleo no golfo do México, o que ajudou a cotação do produto a cair ao seu menor valor em seis meses, abaixo de 125 dólares.

O Texas colocou 1.200 soldados da Guarda Nacional de prontidão e emitiu um alerta para 14 condados litorâneos. Há 250 ônibus preparados em San Antonio para retirar moradores do litoral, mas isso só deve acontecer se Dolly passar à categoria 3.

Este é o segundo furacão na temporada de 2008 no Atlântico Norte, que parece excepcionalmente ativa. Em média, a quarta tempestade tropical se forma por volta de 29 de agosto. Dolly, a quarta deste ano, se formou em 20 de julho.


(*Com informações das agências AFP e EFE)

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