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Dimensão humana deve ser levada em conta no combate à crise, diz G8

Fernando Á. Busca.

EFE |

Roma, 30 mar (EFE).- O Grupo dos Oito (G8, que reúne os países ricos do mundo e a Rússia) ressaltou hoje "a dimensão humana da crise", e pediu às principais economias do mundo que levem em conta as condições do mercado de trabalho no momento de planejar suas ações, porque é importante para a "estabilidade econômica, social e política".

Os ministros do Trabalho de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá, Rússia e Itália debatem desde ontem em Roma numa reunião prévia à do formato ampliado que começou esta tarde, com a incorporação de Brasil, China, Índia, México, Egito, e África do Sul.

O objetivo da reunião de três dias é tratar o impacto da crise econômica no emprego.

Em seu comunicado de conclusão do encontro, os ministros do G8 pedem às organizações internacionais envolvidas na luta contra a crise que levem em conta "o impacto social" de sua atividade.

Também pedem que o Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) reconheça o trabalho realizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), além de outras organizações competentes.

O ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, que presidiu a reunião, afirmou que "a proposta central que parte desta cúpula e que será levada ao G20 é a de considerar como estreitamente ligadas a sustentabilidade social e a estabilidade financeira".

O comissário europeu para Assuntos Sociais, o tcheco Vladimir Spidla, afirmou que a prioridade deve ser "manter as pessoas em seus trabalhos sempre que for possível, e melhorar suas capacidades para que possam encontrar novos empregos".

Os países ricos apontaram no comunicado uma série de políticas para enfrentar o cenário de crescimento global do desemprego descrito pela OCDE.

Segundo os dados desta organização, a taxa de desemprego nos países do G8 chegou a 6,9% em janeiro de 2009, depois de nos 12 meses precedentes 7,2 milhões de pessoas perderem seus trabalhos nos países-membros da OCDE.

As previsões deste organismo indicam que a taxa de desemprego dos países-membros chegará a 10% em 2010, o que representaria 25 milhões de pessoas sem emprego entre 2007 e essa data.

A OCDE prevê ainda que o mercado de trabalho internacional terá, antes do fim deste ano, 40 milhões de pessoas sem emprego.

Por isso, o G8 recomendou "o investimento no capital humano", que representa "um instrumento fundamental para aumentar a produtividade".

Para que as medidas sejam eficazes, o clube de países mais industrializados observa "uma oportunidade de emprego para o futuro no setor das tecnologias ambientais", assim como "no setor dos serviços sociais".

O G8 recomenda flexibilizar os mercados trabalhistas com medidas como o emprego de meio período ou a "redução do horário de trabalho para evitar demissões", mas também apoia "a formação de desempregados e as pessoas em risco de perder seu trabalho".

Os países ricos também estão de acordo em que a sociedade se beneficia com a "integração da economia global", por isso qualifica o protecionismo como "um dos maiores riscos da crise que deve ser evitado". EFE fab/mh

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